terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Tribunal de Oeiras: Paco Bandeira começou hoje a ser julgado por violência doméstica


«Paco Bandeira começou a ser julgado, esta terça-feira, no Tribunal de Oeiras, por maus-tratos, violência doméstica, devassa da vida privada e detenção de arma proibida, com base numa queixa da ex-mulher. O arguido negou todas as acusações.





Esta terça-feira, no Tribunal de Oeiras, Francisco Veredas Bandeira, conhecido do público como Paco Bandeira, negou todas as acusações e alegou que o processo é motivado pelo interesse da ex-mulher por dinheiro.

Na sessão, que ainda decorre, o arguido garantiu que nunca tocou com um dedo na ex-mulher e que mantém uma excelente relação com a filha de 13 anos.

Segundo a acusação do Ministério Público, Maria F., a segunda mulher do músico, terá, entre 1997 e 2009, sido humilhada e agredida na casa onde ambos viviam, em Oeiras, numa quinta em Sintra e no monte propriedade do cantor, em Montemor-o-Novo. A situação mais grave descrita pelo documento realça o facto de Paco Bandeira ter, no decorrer de uma discussão, apontado um revólver à cabeça da ex-mulher.

A queixosa terá relatado ainda às autoridades que os crimes de que foi alvo foram perpetrados em frente da filha de 13 anos. A menor é a única filha dessa relação e a mais nova das três do cantor. Paco Bandeira juntou-se com a ofendida meses depois de a sua primeira mulher, com quem esteve casado 35 anos, se ter suicidado à frente do músico com um tiro na cabeça.

Numa página pessoal do Facebook criada para o efeito: "Em legítima defesa", o cantor defende-se realçando que as notícias vindas a público são "retaliações" às músicas do seu recente álbum.

Esta não é a primeira vez que o arguido, de 66 anos, tem problemas com a justiça. Em 2002, foi acusado de passar um cheque sem cobertura e, em 2007, a RTP apresentou uma queixa por furto de equipamento que teria sido desviado dos estúdios Profisson, empresa ligada a Paco Bandeira.»



in JN online, 10-01-2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Caldas da Rainha: Etarra Andoni Zengotitabengoa Fernandez condenado a 12 anos de prisão



«O coletivo de juízes do Tribunal das Caldas da Rainha condenou hoje o alegado etarra Andoni Zengotitabengoa Fernandez a 12 anos de prisão em cúmulo jurídico.»


Agência Lusa, última hora, 06-01-2012
Imagem in Google

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Porto: Mãe do jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho burlada por prima


«O Ministério Público do Porto acusou uma sexagenária de burla informática e furto do cartão de Multibanco à mãe do jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho, que alegadamente foi lesada em mais de 11.000 euros.

A arguida terá furtado o cartão Multibanco, usando-o para realizar levantamentos e compras de artigos de luxo no valor de 11.183,51 euros, segundo a acusação do Ministério Público do Porto, consultada esta quinta-feira pela agência Lusa.

Os crimes de furto e de burla informática, por que a arguida está acusada, foram facilitados pelas suas relações de parentesco com a vítima - são primas - e "de boa amizade", indica o processo.

Segundo a acusação, essa proximidade fez com que a vítima, que tem problemas de visão, fosse confiando à prima o cartão Multibanco e respectivo código, na altura de pagar as despesas que fazia na sua companhia.

A acusação da 4.ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal indica que a arguida acabou por furtar o cartão à vítima, após pagar a refeição de ambas num restaurante da rua do Bom Sucesso, no Porto, em 17 de Dezembro de 2010.

No mesmo dia, usou-o para fazer dois levantamentos (de 200 euros cada) e para comprar um colete com pele de vison, perfumes e cremes, calçado e luvas.

Os levantamentos e as compras prosseguiram nos três dias seguintes, até que a lesada cancelou o cartão.

A vítima e o marido (co-titular da conta) reclamam de indemnização à arguida igual ao valor global de compras e levantamentos dados por indevidos.»



in JN online, 05-01-2012

Funcionários das Finanças detidos pela Polícia Judiciária por prática de crimes de corrupção


«A Polícia Judiciária deteve hoje, em Lisboa, três pessoas, um funcionário e dois ex-funcionários da administração fiscal, que estão “fortemente indiciados” pela prática de crimes de corrupção passiva.»


Agência Lusa, 05-01-2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ministério Público abre inquérito a declarações de Otelo Saraiva de Carvalho



«O Ministério Público abriu um inquérito relacionado com as declarações de Otelo Saraiva de Carvalho, que, numa recente entrevista à agência Lusa, falou na possibilidade de haver um golpe militar, caso fossem "ultrapassados os limites".»


Imagem e texto Agência Lusa, 04-01-2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mirandela: Prisão preventiva para duplo homicida condenado João Batista Fernandes que tentou degolar a mulher na aldeia de Paradela


«O Tribunal de Carrazeda de Ansiães aplicou a medida de coacção mais grave ao homem de 64 anos que, na passada sexta-feira, tentou degolar a mulher na aldeia de Paradela, concelho de Mirandela.

João Batista Fernandes já regressou ao Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, onde já se encontrava a cumprir uma pena de 25 anos de prisão decretada, em 2001, pelo tribunal de Bragança, depois de ter ficado provado ter sido o autor de um atentado bombista, em Moredo, no concelho de Bragança, em 1999, que matou duas mulheres.

O detido estava a gozar de uma saída precária para passar o Natal com a família e deveria ter regressado a Matosinhos, precisamente na passada sexta-feira. No entanto, atacou a mulher com uma faca de cozinha golpeando-a no pescoço.

Foi detido pela GNR, cinco horas depois, quando tentava regressar a casa. Ao aparecer perto da habitação e ao avistar as autoridades tentou fugir mas acabou por ser detido após uma perseguição.

Foi depois transportado para o Hospital de Mirandela para receber assistência médica, saindo ao final da tarde, escoltado pela Polícia Judiciária, tendo sido presente, no sábado, ao tribunal de Carrazeda de Ansiães, que estava de turno no último dia do ano. João Batista vai agora continuar a cumprir a pena pelos crime cometidos há 12 anos e aguarda pelo julgamento desta tentativa de homicídio, na passada sexta-feira.

Entretanto a mulher, de 61 anos, já teve alta hospitalar e está agora a recuperar dos ferimentos.»




in JN online, 02-01-2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Paco Bandeira vai ser julgado no Tribunal de Oeiras por violência doméstica

«Violência doméstica contra a mulher e maus tratos sobre a própria filha, quando ainda era bebé, são dois dos crimes que levam o cantor Paco Bandeira ao banco dos réus do Tribunal de Oeiras. A primeira companheira do músico, recorde-se, foi encontrada em 1996 com uma bala na cabeça, mas vingou a tese de suicídio.





Entre 1997 e 2009, a segunda mulher do músico, M.R., foi humilhada, agredida e ameaçada, chegando num dos muitos episódios violentos a ter um revólver encostado à cabeça – com a filha de 3 anos ao colo, lê-se na acusação do Ministério Público a que o CM teve acesso.

Paco Bandeira iniciou a relação com M.R. poucos meses depois de a primeira mulher ter morrido com um tiro do seu revólver.

Ciumento e possessivo, uma semana antes do baptizado da filha, agora com 12 anos, Paco Bandeira disse ter um vídeo da prova da infidelidade da mulher com o padre que celebrou a missa, o que não se confirmou. O cantor alentejano chegou a confessar à empregada doméstica que M.R. "corria risco de vida" e que tinha mesmo "a hora marcada". Instalou sem o seu conhecimento um sistema de gravação de imagem e som no interior da casa em Oeiras. Todos os passos de M.R. eram vigiados.

M.R. é técnica superior dos Serviços Prisionais e partilhou a casa com Paco Bandeira 12 anos.

Saiu de casa a 17 de Abril de 2009, depois de várias humilhações, inclusive na presença de pessoas. "Tu és estúpida" ou "cala-te, tu não percebes nada do assunto" eram algumas das expressões. A filha assistiu à maior parte das cenas violentas e numa das vezes evitou com o choro que a mãe levasse uma paulada na cabeça.

MULHER E FILHA DEIXAM LAR "POR RISCO DE VIDA"
M.R. e a filha só abandonaram a casa em Oeiras a 15 de Abril de 2009. A mulher regressou à casa dos pais "por entender que corria risco de vida, bem como a sua filha". Ontem, os vizinhos mostraram-se surpreendidos com a acusação de agressões. "Parecia um casal normal", disse uma vizinha.

ESCONDIA ARMAS EM CASA E NO SEU MERCEDES
Segundo a acusação, Paco Bandeira fazia-se acompanhar de um revólver que levava no seu Mercedes. Em casa, tinha outro dentro de uma caixa na cómoda e deixava munições em cima da mesa-de-cabeceira, no quarto, na sala e na cómoda da casa do Alentejo.

NÃO QUERIA SER INCOMODADO AO VER TELEVISÃO
O tratamento do cantor para com a mulher e a filha era de desprezo. Em Maio de 2008, Paco Bandeira ordenou à mulher a à filha que saíssem da sala onde todos estavam a ver televisão e fossem para a garagem. Não queria ser incomodado com o barulho.

"ACUSAÇÃO MUITO BEM FUNDAMENTADA"
Pedro Sobral é o advogado de defesa da vítima e, ontem, confrontado pelo CM, disse apenas que considera que a "acusação está muito bem fundamentada". O processo partiu de uma técnica do Gabinete de Apoio à Vítima, que fez queixa ao Ministério Público. O advogado relembrou que as agressões davam-se em Oeiras, na sua quinta em Sintra e no Monte do Cortiço, uma propriedade no Alentejo.»



in CM online, 31-12-2011