terça-feira, 18 de junho de 2013

Évora: Médica do Hospital do Espírito Santo condenada por homicídio por negligência








«O Tribunal da Relação de Évora confirmou a condenação de uma médica do Hospital do Espírito Santo, daquela cidade, por homicídio por negligência, por ter dado alta a um homem de 71 anos que morreu horas depois, em casa.

A arguida foi condenada a uma pena de 170 dias de multa à razão diária de 12 euros, o que perfaz o montante de 2.040 euros.

Segundo o acórdão, a que a Lusa hoje teve acesso, o paciente deu entrada no serviço de urgência daquele hospital pelas 5 horas de 16 de fevereiro de 2008, com dificuldades respiratórias, apresentando sintomas de edema agudo do pulmão (EAP).

A médica arguida inteirou-se da situação do doente, nomeadamente dos seus hábitos alimentares e da medicação que tomava, examinou-o e solicitou a realização de análises, radiografia e eletrocardiograma.

Entendeu estar perante uma situação de cronicidade do quadro respiratório no contexto de provável doença pulmonar obstrutiva crónica, alertou-o para a necessidade de continuar com a medicação que estava a tomar e, pelas 07:00, deu-lhe alta, não o medicando nem lhe prescrevendo qualquer terapêutica medicamentosa adicional.

"Acontece que, tendo em conta a provável existência de edema agudo do pulmão, referida na hipótese de diagnóstico que lhe foi transmitida pela VMER [viatura médica de emergência e reanimação], impunham as boas práticas médicas que a arguida tivesse determinado o internamento do doente, com a sua consequente monitorização, e vigilância e não lhe tivesse dado alta, como fez", refere o acórdão da Relação de Évora.

Nesse mesmo dia, pelas 20 horas, o doente teve nova crise de falta de ar e acabou por morrer pelas 22.30 horas.

A arguida estava a cumprir um turno de 24 horas, que começara às 8 horas do dia 15.

Nesse turno, afluíram ao serviço de urgência daquele hospital mais de 150 doentes, tendo a arguida dado alta a 45.

"Mas observou e prestou assistência a mais, nomeadamente os que foram internados e os que foram passados a outras especialidades, nomeadamente de cirurgia geral e de psiquiatria", ressalva o acórdão, para sublinhar que a médica se encontrava "bastante cansada".

A arguida exercia funções nas urgências de dois hospitais, em regime de prestação de serviços.

Entre outros argumentos, a defesa alegou que não ficou provado o internamento do doente iria permitir efetuar vigilância e monitorização, "pois o hospital estava sobrelotado, estando os doentes a ser internados no refeitório, onde, seguramente, não é possível fazer uma monitorização e vigilância".

A defesa referiu ainda que o EAP é uma emergência médica "muito grave", que "pode conduzir à morte", embora tenha tratamento médico adequado, a maior parte das vezes eficaz.

O pedido de indemnização cível feito pela família vai ser julgado num processo à parte, nos tribunais civis.»


Texto in JN online, 17-6-2013
Imagem Google

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Porto: Maria Ribeiro (acusada de matar marido Elísio Ribeiro) diz que foi acidente


«A mulher acusada de matar marido a tiro em 22 junho de 2012, num apartamento no Porto, disse hoje em tribunal que nunca tinha visto a arma antes dos factos e que esta se disparou acidentalmente.



- Maria Ribeiro, de 48 anos, começou hoje a ser julgada na 2.ª Vara Criminal do Porto -



A arguida, Maria Ribeiro, de 48 anos, começou hoje a ser julgada na 2.ª Vara Criminal do Porto sob a acusação de um crime de homicídio qualificado - vitimando o marido, Elísio Ribeiro - e de outro por detenção de arma proibida.

Após o crime, diz o Ministério Público (MP), a mulher retirou-se do apartamento, não disse nada a ninguém sobre o que tinha acontecido e foi-se embora para Viana do Castelo, onde nasceu e tem residência.

A acusação especifica que no dia dos acontecimentos, um sábado, o casal viajou de Viana do Castelo para o Porto, dirigiu-se a esse apartamento e manteve relações sexuais.

Após isso, a arguida foi à cozinha, pegou numa pistola que ali se encontrava, voltou para o quarto e disparou um tiro contra o homem atingindo-o na cabeça, afirma o MP.

A acusação afirma ainda que Maria Ribeiro colocou uma almofada sobre a cabeça da vítima, para não se ouvir o tiro.

"Pretendia ficar com os bens comuns" e prosseguir a sua alegada relação extraconjugal com outro homem, refere a acusação que o juiz leu.

A arguida abandonou depois do apartamento, levando as chaves e a arma, que mais tarde atirou para um ecoponto, e no dia seguinte ou na segunda-feira - isto não ficou claro - foi à GNR participar o "desaparecimento" do marido.

Confrontada com a acusação, Maria Ribeiro negou que tivesse ido à cozinha na altura referida e disse que o marido quis ter outra vez relações sexuais e que ela se opôs, devido a problemas que ele conhecia.

A arguida contou que o marido insistiu e que ela por fim anuiu, tendo sido essa altura, segundo contou, que viu a pistola sob uma almofada.

"Eu nunca tinha visto uma arma", afirmou Maria Ribeiro. Mas pegou nela, segundo disse, e ele tentou tirar-lha.

"Aquilo disparou" e uma das três balas que a arma tinha atravessou a almofada que estava entre Maria e Elísio Ribeiro, atingindo-o na cabeça e matando-o.

A mulher alegou que foi um acidente e que não tinha intenção de matar o seu marido.

"Eu apenas fugi. Não toquei em nada", contou hoje.

Minutos depois, acrescentou: "Não olhei para ele. Tive medo, fiquei em pânico e fugi".

Negou que fosse sua intenção ficar com os bens comuns, porque "não havia nada".

Maria Ribeiro deixou o marido baleado sob a cama e regressou a Viana do Castelo, "Queria estar à beira de alguém que me protegesse".

Quando prestou declarações no Tribunal de Instrução Criminal, após ser detido pela Polícia Judiciária, Maria Ribeiro disse que viu o marido pôr na cama a almofada sob a qual estava a pistola, mas hoje afirmou que não o viu fazer isso.

A arguida enviou depois uma carta ao homem com o qual, de acordo com a acusação, tinha uma relação estreita, onde a certa altura referiu: "Eu sei que fiz mal, mas eu só me defendi, se não era eu".

O tribunal lembrou-lhe o que escreveu, mas Maria Ribeiro respondeu estava a referir-se ao facto de não ter contado o que se tinha passado naquele sábado de junho do ano passado, tendo dito, ainda, que temia a reação da família do marido face ao sucedido.

O julgamento prossegue no dia 28 deste mês e a 01 de julho, a partir das 09:30.»



in DN online, 17-6-2013

Ex-árbitro Martins dos Santos condenado a 18 meses com pena suspensa






«O árbitro de futebol Martins dos Santos foi, esta segunda-feira, condenado a um ano e seis meses de pena suspensa por tráfico de influências.

Martins dos Santos foi também condenado a pagar três mil euros em benefício de uma associação de ajuda aos sem-abrigo.

Os factos remontam a maio de 2011 e envolvem Martins dos Santos, o então líder daquele clube, Vítor Silva, e um envelope com 1110 euros que a Polícia Judiciária (PJ) encontrou no BMW do ex-árbitro, logo após este se ter encontrado com o dirigente desportivo, junto ao Pavilhão Multiusos de Gondomar.

O S. Pedro da Cova disputava então o campeonato distrital do Porto e corria o risco de ser despromovido, segundo Vítor Silva, devido aos "roubos" alegadamente cometidos pelos árbitros. Na altura, Martins dos Santos já não era árbitro.


Árbitro da primeira categoria durante 13 épocas consecutivas, até 2003/04, Martins dos Santos manteve-se ligado à arbitragem, nomeadamente como observador da AFP e da própria Federação Portuguesa de Futebol, e foi entretanto condenado, com pena suspensa, no âmbito do processo conhecido por Apito Dourado.»




Texto in JN online, 17-6-2013
Imagem Google

domingo, 16 de junho de 2013

Porto Alto, Benavente: Homem abatido a tiro no parque de estacionamento do Pingo Doce




«Um homem, com cerca de 45 anos, foi assassinado a tiro, este domingo, no parque de estacionamento do Pingo Doce de Porto Alto, na freguesia de Samora Correia, Benavente. O suspeito fugiu e está a monte.

Os dois homens, de etnia cigana, estariam no parque de estacionamento da rua João Folheiro, quando um deles sacou de uma pistola e abateu o outro à queima roupa. Os motivos do homicídio ainda são desconhecidos.

Depois de ter disparado, o suspeito entrou num carro cinzento e fugiu. A GNR que foi logo ao local já conseguiu identificar o veículo e está a procura-lo nos vários concelhos limítrofes de Samora Correia e também na Grande Lisboa.

A vítima foi assassinada pouco depois das 13 horas e foi chamada a Polícia Judiciária para investigar e recolher eventuais vestígios.

O indivíduo já foi identificado pelas autoridades e será residente na zona de Camarate.»




in JN online, 16-6-2013

Catujal, Loures: Matança no infantário Pomba da Paz planeada sete dias antes por Pedro Magalhães



«O revólver que Pedro Magalhães utilizou para matar a ex-companheira e uma amiga, anteontem junto a um infantário no Catujal, em Sacavém, foi comprado sete dias antes do crime. Na altura, o homicida de 33 anos, que se suicidou, confessou a um amigo "que ia haver mortes", referindo-se à ex-mulher Mónica Pinto.


 -Pedro Magalhães -


"Ele já andava a pensar no que havia de acontecer", disse ao CM o pai do homicida, Zeca, que não conseguiu evitar as lágrimas. Pedro Magalhães estava deprimido e não conseguia aceitar a separação de Mónica, ocorrida há cerca de um mês. Uma semana antes do crime, Pedro teve um ataque de ansiedade e foi levado para o hospital. Segundo o CM apurou as autoridades não descartam que Pedro estivesse sob o efeito de drogas. Na altura, um amigo ainda procurou pela arma em casa, mas não a encontrou.



- Inês Cecílio e Mónica Pinto eram muito amigas -



No carro que o homicida utilizou para se deslocar ao infantário, na sexta-feira, estava ainda uma caçadeira, que não chegou a ser utilizada. Mónica e Inês Cecílio, de 27 e 22 anos, foram assassinadas à queima-roupa quando iam buscar a filha do casal, uma menina de dois anos. Logo de seguida, Pedro suicidou-se com um tiro na cabeça junto ao infantário Pomba da Paz. "Não falava comigo há vinte anos, mas eu gostava dele. Ele não era uma pessoa nervosa, por isso não consigo perceber o que se passou", disse ainda o pai. Há cerca de um mês, Mónica Pinto decidiu sair de casa. Era o único sustento da família. Além da bebé Letícia, a mulher ainda cuidava de outras duas crianças, de cinco e oito anos, filhas só de Pedro, de uma relação anterior.»



in CM online, 16-6-2013

sábado, 15 de junho de 2013

Loures: Três mortes à porta do infantário Pomba da Paz do Catujal



«Revoltado com a separação, Pedro Magalhães, de 33 anos, aproveitou a hora de ir buscar a filha ao infantário, no Catujal, em Sacavém, Loures, para se cruzar com a ex-companheira. Mónica Pinto, 27 anos, acabou emboscada e baleada nas costas. Morreu. Inês Cecília, 22 anos, uma amiga que a acompanhava, foi também baleada à traição. Equipas de socorro ainda a tentaram salvar, mas morreu pouco depois no local. Pedro saiu do perímetro do infantário, afastou-se uns metros, e suicidou-se com um tiro. Para cometer esta tragédia usou um revólver de calibre 0,32 mm. No carro tinha ainda uma caçadeira e seis cartuchos, que não chegou a usar.
Mónica e Pedro tinham-se separado há cerca de um mês. Em comum tinham uma filha, Letícia, de 2 anos. E foi na hora de Mónica ir buscar a filha ao infantário da associação Pomba da Paz, pelas 17h30 de ontem, que a mulher foi morta. Caiu junto a umas escadas de acesso ao interior do infantário, isto depois de já ter passado um primeiro portão. Ia acompanhada da amiga Inês, também ela vítima da ira de Pedro e dos disparos pelas costas.
O crime foi premeditado. E tudo porque Pedro já tinha estado no local horas antes. Queria certificar-se de que era Mónica quem ia buscar as filhas, o que uma funcionária do infantário veio a confirmar. O homicida afastou-se do local e esperou pacientemente. Depois cometeu o crime.
"Ouvi os tiros e pareciam bombas de carnaval a rebentar. Depois vi um senhor careca cair e não se mexer mais. Uma das senhoras que ele matou ficou na posição de bruços e a outra de lado", contou ao CM uma testemunha do crime.
O homicida enfrentava uma depressão desde a morte da mãe e não aceitava a recente separação de Mónica. Pai de mais duas crianças de, outra relação, Pedro ainda terá tentado a reconciliação, o que não veio a acontecer. Estava medicado e mostrava-se transtornado nos últimos tempos. "O que aconteceu aqui foi que este homem tinha uma depressão e ninguém o ajudou", disse um familiar de Pedro Magalhães, ainda em choque. A PSP isolou de imediato a zona e uma brigada de homicídios da Polícia Judiciária esteve no local a recolher depoimentos e vestígios.
Ainda havia muitas crianças lá dentro quando a tragédia se deu, mas penso que nenhuma terá visto as duas senhoras a serem atingidas pelos tiros".
O relato emocionado ao CM é de Sami Cassandra, de 42 anos, uma das muitas funcionárias do infantário Pomba da Paz, à porta do qual as duas mulheres foram abatidas.
"O barulho dos tiros foi assustador e os pequenos ficaram extremamente assustados, em pânico com toda esta situação, tal como todas nós", acrescenta Sami Cassandra.
A funcionária do infantário não tem nada a apontar à relação entre Pedro e Mónica. "Nunca me apercebi de qualquer problema mais complicado entre eles. Sabia que estavam em fase de separação, mas nada fazia prever uma situação destas. Nada mesmo", relatou ao CM a funcionária daquele estabelecimento de ensino. "Embora hoje [ontem] eu tenha estranhado o facto de ele ter aparecido por volta das três e meia, algum tempo antes do crime, para saber se era a Mónica que vinha buscar a Letícia aqui ao infantário", conta Sami Cassandra. "Era quase sempre a mãe que a vinha trazer e a vinha buscar ao infantário. Era uma mãe muito carinhosa, muito amorosa, que fazia tudo pela filha", concluiu.
Apesar dos contornos violentos desta tragédia, ninguém conhecia em Pedro quaisquer episódios violentos recentes. Nem mesmo contra a ex-companheira. "Ai o meu menino. Nunca pensei que ele fizesse uma coisas destas. Nada disto parece verdade", desabafava Guida, uma das melhores amigas da família, nomeadamente da mãe do homicida, que faleceu há aproximadamente um ano.
Aliás, foi a morte da mãe que fez Pedro enfrentar numa enorme depressão, a ponto de ter sido medicado nos últimos tempos. Guida não consegue encontrar um motivo para este desfecho trágico.
"Ele era um homem muito responsável, muito dedicado à família. Era bastante trabalhador, não bebia, não se metia em confusões. Como é que isto aconteceu?".
O Pomba da Paz funciona como infantário e ATL. No total, é frequentado por 115 crianças: 75 frequentam o infantário "tem três salas, ocupadas com 25 crianças cada" e 40 frequentam o ATL.»


in CM online, 15-6-2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Catujal, Loures: Homem mata ex-mulher e amiga à porta da creche e suicida-se



«Motivos passionais levaram um homem, esta tarde, a matar a ex-mulher, de 26 anos, e uma amiga desta, após o que se suicidou.

O episódio ocorreu no exterior do infantário Pomba da Paz, no Catujal, Sacavém, onde o agressor se preparava para ir buscar uma filha. O homicida e a ex-mulher tinham outros dois filhos em comum mas que não estavam na instituição.

Segundo disse ao Expresso o comissário Paulo Flor, da PSP, o homem cruzou-se com a ex-mulher e disparou um revolver, matando-a de imediato. De seguida, baleou a amiga que a acompanhava, que ficou ferida com gravidade. E logo depois suicidou-se.

A amiga da ex-mulher viria a falecer mais tarde, goradas as tentativas dos bombeiros para a manter viva.

Os disparos foram ouvidos pelas crianças no interior do infantário e "metidas nas salas imediatamente após os tiros", disse ao Expresso o diretor do infantário Associação Pomba da Paz, Arlindo Almeida. Mas o crime foi presenciado por algumas crianças que se encontravam no local.

Herlander Isidoro, presidente da Junta de Freguesia de Unhos, adiantou ao Expresso que "já se conheciam problemas familiares"

No carro do homicida foi ainda encontrada uma caçadeira, já apreendida pela PSP.

Para o local os Bombeiros Voluntários de Sacavém fizeram seguir quatro ambulâncias e uma viatura de emergência e reanimação, além de oito homens. A PSP está presente com vinte unidades.»




in Expresso online, 14-6-2013