segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Lumiar, Lisboa: PSP abate homem a tiro em perseguição policial

«Um tiroteio entre a polícia e dois alegados assaltantes, ao início da tarde de hoje, segunda-feira, na freguesia do Lumiar, em Lisboa, provocou a morte de um homem e ferimentos a um polícia.

No decorrer de uma perseguição policial, após uma denúncia de que uma viatura havia sido furtada, elementos da PSP envolveram-se num tiroteio com os dois suspeitos que seguiam no automóvel, na Azinhaga da Cidade, no Lumiar.

Um dos suspeitos acabou por ser baleado mortalmente. O outro foi detido.

Um elemento da PSP teve de receber tratamento clínico, uma vez também ter ficado ferido.

Segundo a SIC Notícias, a vítima mortal "é um jovem entre 20 e 30 anos" e a pessoa que o acompanhava é uma mulher. Sobre a viatura furtada havia sido apresentada queixa na esquadra da Pontinha.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) revelou ter recebido a chamada sobre o incidente cerca das 13 horas, tendo sido mobilizadas para o local uma ambulância e uma viatura médica de emergência e reanimação do Hospital Curry Cabral.

Ao chegar, "o indivíduo baleado estava já cadáver", de acordo com fonte do INEM, segundo a qual o polícia ferido sofreu escoriações.»


in JN online, 31-01-2011

"Renato Seabra irá declarar-se inocente", diz o seu advogado David Touger

«Amanhã, no Supremo Tribunal de Nova Iorque, "Renato Seabra irá declarar-se inocente", revela ao Expresso David Touger, o advogado que representa o modelo acusado de ter morto Carlos Castro.


"Iremos lutar vigorosamente contra todos os elementos apresentados pela acusação", explica David Touger, em declarações exclusivas ao Expresso. "Renato Seabra irá declarar-se inocente".

Embora tenha aceitado comentar brevemente o caso, o causídico rejeita conceder qualquer entrevista. "Esta não é uma boa altura". Ainda assim, David Touger revela que Renato Seabra "está bem, especialmente tendo em conta as circunstâncias muito difíceis" e que "ele passou por muito".

Tecnicamente, amanhã, no Supremo Tribunal de Nova Iorque, é dada a possibilidade a Renato Seabra de declarar-se inocente ou culpado da acusação de homicídio em segundo grau. Caso o jovem modelo se declarasse culpado, evitar-se-ia o julgamento e a pena a cumprir poderia oscilar entre os 25 anos de cadeia e a prisão perpétua.

Advogado vai solicitar novos requerimentos

Mas a estratégia do advogado nova-iorquino é outra. Junto com a declaração de inocência de Renato Seabra, "seguem vários requerimentos, que não posso especificar", afirma David Touger ao Expresso.

De acordo com a lei, quando o acusado se declara inocente cabe ao advogado de defesa apresentar um ou vários requerimentos ao juiz antes do julgamento (por exemplo, para obter mais informação sobre o processo ou mesmo exigir a anulação de etapas da investigação policial).

Recorde-se que John Mongiello, o detetive da polícia de Nova Iorque encarregado do caso, defende a acusação de homicídio em segundo grau. Na leitura da acusação, no passado dia 14 de janeiro, declarou ter sido informado pelo detetive Richard Tirelli (autor do interrogatório a Renato Seabra, feito horas depois do incidente no hotel), que o jovem modelo confessara em substância que teria morto Carlos Castro, depois de o ter mutilado de várias formas.

Após a audiência de dia 14, David Touger declarou ao Expresso: "Renato Seabra é um presumível inocente. Ninguém deve assumir o contrário ou especular sobre o que verdadeiramente se passou. O nosso objectivo é garantir o direito de Justiça para este jovem. Peço à comunicação social que respeite esse princípio até porque o público não conhece todos os factos importantes".

Seis hipóteses de requerimentos

Embora David Touger não especifique que tipo de requerimentos irá apresentar amanhã no Supremo Tribunal de Nova Iorque, existem seis previstos na lei, a saber:

Discovery - Pedido de mais acesso a informação, documentos e provas.
Dismiss - Alegação de que o processo de acusação foi tecnicamente mal elaborado e sustentado por provas insuficientes.
Supress evidence - Desejo de proibir a apresentação de certas provas em tribunal, alegadamente recolhidas de forma ilegal ou imprópria.
Admissibility of identification evidence - Justificação de que o processo de identificação do acusado foi impróprio.
Admissibility of statements made by the defendant - Verificação de que a decisão do acusado de cooperar com a Polícia, nomeadamente durante os interrogatórios, foi consciente e voluntária.
Admissibility of physical evidence seized from the defendant - Averiguação de que todas as provas físicas podem ser apresentadas em tribunal.»


in Expresso online, 31-01-2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

Assassinato de Carlos Castro: Renato Seabra ouve acusação na terça-feira

«É já na próxima terça-feira, dia 1 de Fevereiro, que Renato Seabra vai ouvir a sua acusação do Ministério Público.

 


Renato, o autor confesso do assassinato de Carlos Castro, apresenta-se pela segunda vez a um juiz norte-americano, numa audiência marcada no Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque.

Desta vez, o modelo vai poder declarar-se culpado ou inocente, dependendo de como pensa apresentar a sua defesa neste caso. No banco dos réus, Renato estará acompanhado pelo seua advogado, David Touger.

A mãe de Renato Seabra não vai estar presente, pois está a fazer de tudo para angariar dinheiro para a defesa do filho que custará cerca de cem mil euros.»


in DN online, 30-01-2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vila Nova de Gaia: Soldado da GNR suspeito de agredir sexagenário

«Soldado da GNR é suspeito de ter agredido com violência um sexagenário em Vila Nova de Gaia. Corporação não comenta o caso, provocado, alegadamente, por uma "questão particular de trânsito" mas ocorrido no posto da guarda.


- Comandante distrital da GNR do Porto, tenente-coronel Sá Guimarães, não quis comentar ao Expresso a situação -

Um soldado do Posto da GNR de Lever, em Vila Nova de Gaia, é suspeito de ter agredido um sexagenário, suturado com quatro pontos num sobrolho, no Hospital de Gaia, alegadamente por uma "questão particular de trânsito". A GNR não comenta o caso, apesar das sucessivas tentativas de contactos com oficiais de Vila Nova de Gaia, Porto e Lisboa. No entanto, o Expresso confirmou a ocorrência deste incidente junto de fontes internas da GNR.

Segundo uma denúncia chegada ao Expresso pelo endereço de correio eletrónico do cidadão repórter o caso terá alegadamente ocorrido na "quinta-feira, cerca das 22h", vitimando um homem de 64 anos de idade, Licínio Pereira Silva, que terá sido "violentamente agredido" no posto da GNR de Lever, em Vila Nova de Gaia. Ainda segundo o denunciante, que solicitou o anonimato, o sexagenário "conduzia a sua viatura na estrada nacional 222 quando, após parar num semáforo, foi abordado pelo condutor de uma viatura (soldado da GNR fora de serviço) que se apresentava parada à sua direita".

Troca de palavras

Ainda de acordo com a mesma fonte, o soldado da GNR "em tom agressivo, questionou-o por conduzir na faixa da esquerda", tendo a vítima pedido desculpa e referido não se ter apercebido de que tinha um carro atrás de si, referindo que "bastava ter-lhe dado um sinal de luzes para que logo se encostasse à direita".

Nessa altura, o condutor que trajava à civil "identificou-se como soldado da GNR apesar de conduzir uma viatura particular e não possuir identificação, levou a vítima para o posto da GNR onde a agrediu a murro perante a presença de outros elementos da corporação".

Segundo revela o denunciante, o agente agressor "apenas parou as agressões mediante intervenção dos restantes agentes". A vítima foi, entretanto, encaminhada de ambulância para o Hospital Santos Silva (Vila Nova de Gaia), "onde recebeu tratamento, tendo sido suturada com quatro pontos num sobrolho".

De acordo com o mesmo relato, ao familiar da vítima que, entretanto, se dirigiu ao posto da GNR para apresentar queixa, outros agentes que ali se encontravam referiram que o agressor "apresenta historial de práticas semelhantes". O Expresso contactou vários elementos da GNR de Vila Nova de Gaia, que confirmaram a existência de "outros incidentes protagonizados" pelo soldado em causa.

"Useiro e vezeiro"

Apesar de contactos telefónicos estabelecidos com o comandante distrital da GNR do Porto, tenente-coronel Sá Guimarães, este oficial superior não quis comentar ao Expresso a situação, dizendo desconhecer o caso mas prometendo averiguar. Posteriormente, ao longo da tarde, este mesmo oficial não atendeu mais o telefone.

As Relações Públicas do Comando Distrital do Porto da GNR também não quiseram comentar o assunto, remetendo qualquer explicação para o Comando-Geral da Guarda Nacional Republicana, onde também não foi possível ouvir o porta-voz da corporação militar, tenente-coronel Costa Lima.

O Expresso não conseguiu de igual modo ouvir a versão do soldado alegadamente agressor, já que, segundo foi dito, não se encontrava hoje ao serviço. No entanto, vários elementos da GNR de Vila Nova de Gaia manifestaram-se "envergonhados" com a postura do militar em questão, uma vez que, desabafam, "é useiro e vezeiro em arranjar problemas".»


in Expresso online, 28-01-2011

Farmácia Alvorado Pedro (Unhos, Loures) envolvida em burla contra o Serviço Nacional de Saúde

«Todos os oito detidos no âmbito de uma operação relacionada com fraudes no sector das farmácias e da distribuição de medicamentos saíram em liberdade, depois de terem sido ouvidos pelo juiz na noite de quinta-feira.



Dois dos arguidos saíram mediante o pagamento de cauções e os restantes foram apenas sujeitos à medida de coacção menos grave, termo de identidade e residência, segundo a mesma fonte. Segundo avança a SIC esta manhã Fernando Antunes Maia da distribuidora de medicamentos Mirafarma pagou 50 mil euros de caução e Manuel Sobral Pedro da farmácia Alvorado Pedro pagou 20 mil.

Oito pessoas foram detidas na quarta-feira no âmbito da operação da Polícia Judiciária (PJ) "esquizoFarma".

As oito pessoas, quatro homens e quatro mulheres, são suspeitas de falsificação de documentos, burla qualificada e associação criminosa contra o Estado (Serviço Nacional de Saúde).

A investigação levou a PJ a fazer, na quarta-feira, 11 buscas na zona de Lisboa e a apreender quatro viaturas.

A operação foi conduzida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e resultou de denúncias feitas pelo Ministério da Saúde relacionadas com comparticipações fraudulentas de medicamentos.»


Texto in CM online, 28-01-2011
Imagem in Google

Efeitos secundários na bu(r)la



Cartoon de Henrique Monteiro
(28-01-2011)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Farmácias: oito detidos começaram a ser ouvidos pelo juiz

«Os oito detidos no âmbito de uma investigação ao sector das farmácias e dos medicamentos já começaram a ser ouvidos pelo juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, disse à agência Lusa fonte ligada às defesas.




A mesma fonte disse que os oito arguidos começaram por ser identificados e que em princípio nenhum deles se remeterá ao silêncio quando for ouvido pelo juiz Carlos Alexandre neste primeiro interrogatório judicial.

Oito pessoas foram detidas na quarta-feira no âmbito da operação da Polícia Judiciária (PJ) "esquizoFarma".

Entre os detidos estão o patrão e um ajudante técnico de uma farmácia da zona de Sacavém, disse à agência Lusa fonte ligada ao processo.

As oito pessoas - quatro homens e quatro mulheres - estão detidas por suspeitas de falsificação de documentos, burla qualificada e associação criminosa contra o Estado (Serviço Nacional de Saúde).

A investigação levou a PJ a fazer na quarta-feira 11 buscas na zona de Lisboa e a apreender quatro viaturas.

A operação foi conduzida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e resultou de denúncias feitas pelo Ministério da Saúde relacionadas com comparticipações fraudulentas de medicamentos.»


in "i" online, 27-01-2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Paulo Pinto de Albuquerque eleito novo juiz português do Tribunal Europeu

«O professor e jurista Paulo Pinto de Albuquerque foi hoje eleito como novo juiz português no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) pela Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa.




O actual juiz português no TEDH Paulo Pinto de Albuquerque foi eleito à primeira volta, com 114 votos.

Paulo Pinto de Albuquerque, Maria Eduarda Azevedo e João Manuel Miguel foram os três portugueses candidatos a juiz do TEDH, numa lista apresentada pelo Ministério da Justiça.

O mandato do actual juiz português no TEDH, Ireneu Cabral Barreto, termina em Fevereiro próximo, por limite de idade.

O Conselho da Europa rejeitou em Outubro passado a primeira lista apresentada por Portugal, que integrava já o procurador-geral adjunto João Manuel da Silva Miguel e o professor e jurista Paulo Pinto de Albuquerque, assim como a professora Anabela Rodrigues, que, perante a situação, manifestou indisponibilidade para uma recandidatura.

O júri de selecção e o Ministério da Justiça decidiram na altura manter os três elementos para o TEDH, mas dada a indisponibilidade de Anabela Rodrigues para uma recandidatura a escolha recaiu depois em Maria Eduarda Azevedo, jurista e ex-deputada do PSD à Assembleia da República.

Na altura, Alberto Martins considerou incompreensível a "natureza da deliberação da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa" ao recusar a lista apresentada por Portugal, realçando estarem em causa «pessoas de alta qualidade técnica, científica e cívica».»


Texto in TSF online, 25-01-2011
Imagem in Google

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Carlos Silvino (Bibi) diz que mentiu em Tribunal e que não conhecia os outros arguidos

«Carlos Silvino, o principal arguido do processo Casa Pia, diz que mentiu em tribunal e que nunca levou nenhum rapaz aos outros arguidos e que nem seque os conhecia. Uma entrevista que foi conduzida por Carlos Tomás, um jornalista que foi co-autor de um livro com Marluce, a ex-mulher de Carlos Cruz. Veja o vídeo em baixo

Na entrevista Bibi desmente tudo o que disse à Polícia Judiciária, ao Ministério Público, e em Tribunal. Carlos Silvino afirma que tudo o que disse foi sob o efeito de medicação, induzido pela polícia, e com pena dos "rapazes".

Sete dias depois de dar esta entrevista, ao jornalista que, em 2004, escreveu um livro com a ex-mulher de Carlos Cruz, Bibi dispensou os serviços do seu advogado, José Maria Martins.»




in SIC online, 25-01-2011


Pampilhosa da Serra: Rapaz de 16 anos matou o pai com uma catana

«Um jovem de 16 anos matou o pai à facada, na Pampilhosa da Serra, na noite de segunda-feira e entregou-se à GNR já na madrugada de hoje.




Uma das fontes contactadas pela Agência Lusa disse que o jovem usou uma catana de fabrico artesanal para golpear o progenitor.

Após o crime, ocorrido na aldeia de Esteiro, freguesia de Janeiro de Baixo, o suspeito deslocou-se a pé ao posto da GNR da sede de concelho e confessou o crime.

O corpo da vítima foi levado para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra e as investigações do caso estão agora a ser conduzidas pela Polícia Judiciária.

Uma fonte policial admitiu que o jovem tenha cometido o crime em alegada retaliação pelos alegados maus-tratos que o pai, de idade não esclarecida, lhe infligira.»


in CM online, 25-01-2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tribunal de Loulé: Sargento da GNR condenado a 10 anos e 6 meses de prisão por tráfico de droga

«O Tribunal de Loulé condenou, hoje, segunda-feira, um sargento da GNR de Loulé, Manuel Cascalheiro, a dez anos e seis meses de cadeia por tráfico de droga.


A seis anos de cadeia foi condenado um taxista que se abastecia de droga com o sargento.

A namorada do taxista foi condenada a dois anos de pena de suspensa por igual período.

O sargento da GNR foi detido pela Polícia Judiciária perto de Boliqueime (Loulé), no passado dia 30 de Abril. Aguardou julgamento em prisão preventiva no presídio militar de Tomar.

Durante a operação de detenção, a Polícia Judiciária (PJ) de Faro apreendeu cerca de 100 gramas de cocaína na bagageira da sua viatura, dissimulada em sacos de plástico e dentro de um pacote de leite vazio.

Uma das testemunhas neste caso judicial é Luís de Jesus, conhecido por "Evaristo", empresário da noite algarvia, antigo rosto do Clube Casa do Castelo e antigo responsável pelo Sacha Beach, em Portimão.

Inspectores da PJ disseram, no Tribunal de Loulé, que durante as intercepções telefónicas captaram informações de que o empresário da noite Algarvia, Luís de Jesus, comprava cocaína através do sargento.»


Texto in JN online, 24-01-2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Evadido da prisão do Linhó capturado pela PSP

«A PSP do Seixal baleou sábado um homem de 35 anos após uma tentativa de assalto à mão armada a um restaurante do concelho, mas o suspeito não corre risco de vida, informou o Comando Distrital de Setúbal.

De acordo com a PSP, o assaltante - evadido do estabelecimento prisional de Linhó, desde 2006, onde cumpria um pena de prisão de 8 anos e 8 meses -, terá ameaçado os agentes policiais com uma caçadeira pronta a disparar, ao ser intercetado, cerca das 19h30, por patrulhas da PSP da Cruz de Pau e de Corroios.

Tiro depois de ameaça a elementos da polícia

Em comunicado, a PSP refere que após um primeiro contacto, em que um agente ficou sob ameaça da arma de fogo, o agressor tentou a fuga apontando a caçadeira aos restantes elementos policiais da patrulha.

"Perante o perigo iminente de os agentes poderem ser atingidos, o arguido acabou por ser baleado por um dos agentes com um tiro na zona do abdómen", justifica a PSP, adiantando que o suspeito foi sujeito a uma intervenção cirúrgica no Hospital Garcia de Orta, em Almada, mas não corre risco de vida.

O comunicado refere ainda que foi identificada uma mulher de 30 anos no interior de uma viatura, que serviria para a fuga depois de consumado o assalto.»


in Expresso online, 23-01-2011

Tenente-coronel da GNR julgado em tribunal por perdoar multa

«O antigo comandante do destacamento de Beja da Brigada de Trânsito da GNR, começa a ser julgado depois de amanhã, pelos crimes de denegação de justiça e prevaricação, relacionados com o alegado perdão de uma multa. Arrisca até cinco anos de prisão.

O perdão da multa de trânsito terá sido determinado pelo tenente-coronel João Bruno - hoje na reserva - a um subordinado, tendo este recusado. Mas o auto de contra-ordenação, no valor de 300 euros, por factos ocorridos no dia 29 de Junho de 2004, acabaria mesmo por ser anulado.

No dia em causa, um sargento da BT de Beja, comandado por João Bruno, então com a patente de capitão, autuou o condutor de um veículo pesado que estava ao serviço de uma empresa sediada em Moura, a FVMC. O veículo estava a "a ocupar a faixa de rodagem, durante a execução de um serviço de instalação de um poste de electricidade, sem que estivesse devidamente autorizado", refere a acusação.

Na altura o sargento terá sido "convidado" a anular o auto, situação que o mesmo sempre "recusou". A argumentação apresentada para anular o documento foi que o veículo se encontrava a desenvolver trabalhos para "a causa pública". Esta razão não convenceu o militar, que elaborou mesmo o auto.

Nota escrita à mão

Num documento emitido pela empresa FVMC, contendo uma proposta de orçamento para a "obra pública" que estaria a ser efectuada", foi escrita à mão uma anotação na qual podia ler-se: "Tratar este assunto com o nosso capitão. Falta proposta de anulação assinada, há recusa por parte do autuante".

Posteriormente, sem o consentimento do militar que emitiu o auto, o mesmo viria a ser inutilizado, por causa de um alegado "erro técnico" na sua elaboração. O documento foi enviado à Direcção Geral de Viação, com a indicação de que estava "anulado".

Uma cópia do auto e do documento da empresa chegaram ao Comando da BT e num despacho interno foi "mandado levantar outro auto", o que viria a acontecer no dia 1 de Outubro do 2004. A multa viria a ser liquidada pela empresa infractora. Mas as coisas não ficaram por aqui, já que os mesmos documentos foram "parar" à Polícia Judiciária de Faro. Os inspectores ouviram os militares envolvidos no caso, tendo o respectivo processo sido remetido ao Ministério Público. O oficial que então comandava o destacamento de Beja da BT foi constituído arguido.

Quando o caso já tinha praticamente caído no "esquecimento", em meados de Abril de 2009 o Ministério Público (MP) solicitou à GNR a facturação detalhada das chamadas efectuadas e recebidas em Junho de 2004 dos elementos da GNR. Com esses documentos, o MP queria saber "quem telefonou a quem", e que interesses de terceiros poderiam existir no "perdão" da multa à empresa infractora. O julgamento está marcado para depois de amanhã, no tribunal de Beja.»


in JN online, 23-01-2011


sábado, 22 de janeiro de 2011

João Garcia, camionista português, condenado a dois anos e oito meses de prisão no Reino Unido

«Um motorista português foi condenado pelo tribunal criminal de York a dois anos e oito meses de prisão no Reino Unido após ter causado um acidente que resultou na morte de um soldado britânico.


- João Garcia -


O acidente aconteceu em Agosto do ano passado, após João Garcia, de 32 anos, ter feito uma entrega de auto-rádios no norte de Inglaterra.

No julgamento foi revelado que o português tinha feito a viagem de quase 2.500 quilómetros entre Portugal e Inglaterra em menos de dois dias.

A falta de descanso terá estado na origem do acidente, que causou a morte a James Ashdown, um soldado de 23 anos que tinha feito serviço no Afeganistão.

No mesmo carro seguia a filha de sete meses e a mulher, grávida de dois meses, que escaparam ilesas, mas o cunhado ficou ferido com gravidade.

O português, de 32 anos, que também não ficou ferido, admitiu a acusação de condução perigosa.»


in CM online, 22-01-2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Carlos Silvino (Bibi) despediu advogado José Maria Martins

«Arguido comunicou ao processo ter revogado a procuração ao advogado, dizendo que vai nomear um novo defensor.

 

- José Maria Martins -



Ao fim de sete anos de relação cliente/advogado, Carlos Silvino (Bibi) decidiu despedir José Maria Martins como o seu defensor no processo da Casa Pia. Foi o próprio Bibi quem, segundo o DN apurou, informou o processo que tinha revogado a procuração àquele advogado e ao seu colega Ramiro Miguel. Carlos Silvino afirmou ainda que, oportunamente, vai nomear um novo advogado.

José Maria Martins entrou, recorde-se, para a defesa de Carlos Silvino em 2003. Primeiro como "adjunto" do então advogado Dória Vilar. Mas, Carlos Silvino acabaria por revogar a procuração a este último advogado, ficando apenas com José Maria Martins como seu defensor.

O DN tentou contactar, ontem, José Maria Martins, mas tal não foi possível. Já Ramiro Miguel apenas adiantou como possível explicação para o sucedido o facto de Carlos Silvino ter sido condenado a 18 anos de prisão, por 126 crimes, no julgamento do processo da Casa Pia. "Agora o senhor Silvino pretenderá uma nova estratégia", afirmou o advogado contactado ontem pelo DN, garantindo que Bibi "não lhe comunicou pessoalmente a sua decisão".»


in DN online, 21-01-2011


Noite Branca: Prisão preventiva para dois suspeitos do homicídio de Aurélio Palha

«Porto, 21 jan (Lusa) - O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto decretou hoje a prisão preventiva para dois suspeitos de co-envolvimento no homicídio do empresário Aurélio Palha, revelaram à Agência Lusa fontes da investigação e das defesas.

Um dos arguidos, Miguel Palavrinhas, já tinha sido presente ao TIC em maio do ano passado, sob a mesma suspeita, mas saiu então em liberdade.

O outro arguido que hoje também ficou sujeito a prisão preventiva é Augusto Soares, que também já tinha sido ouvido anteriormente no âmbito do processo, mas então como testemunha.»


Lusa, última hora, 21-01-2011

Tribunal da Lourinhã: Pastor condenado a dez anos de prisão por sequestro e rapto

«O Tribunal da Lourinhã condenou esta sexta-feira um pastor a 10 anos e dois meses de prisão por sequestro e rapto a que sujeitou dois homens, querendo fazer justiça pelas suas próprias mãos por alegadamente lhe terem furtado vários equipamentos.




Na leitura do acórdão, a juíza Tânia Gomes considerou que os factos praticados foram "bastante graves", condenando a atitude do arguido em querer fazer justiça pelas próprias mãos.

O caso remonta a Janeiro de 2009, quando o pastor, de 40 anos, desconfiou que os dois homens, que viriam a ser suas vítimas, lhe tinham furtado um gerador e uma motosserra.

Com a ajuda de mais cinco homens e da sua companheira, que concordou com o plano, o arguido veio a raptar uma das vítimas, levando-a até um eucaliptal, onde lhe desferiu "socos e pontapés" e a ameaçou lançar a um poço para o obrigar a confessar.

Contra a sua vontade, a vítima acabou por ser levada "já debilitada" para uma exploração onde o pastor guarda as cabras, para onde um dia depois o agressor levou também o seu irmão.

Os dois irmãos foram agredidos, "amarrados" e mantidos em cativeiro, além de terem sido ameaçados com arma de fogo até serem libertados na sequência da intervenção da Polícia Judiciária.

O tribunal absolveu um dos arguidos e condenou os restantes a diferentes penas de prisão entre os nove meses e os cinco anos de prisão (no caso da sua companheira), suspensas na sua execução, pelos crimes de sequestro e de ofensas à integridade física.

Dois dos arguidos foram ainda condenados a pagar uma indemnização no valor de mil e outro de 1400 euros a favor de uma instituição social.

Os advogados dos arguidos disseram aos jornalistas que vão recorrer da decisão do colectivo de juízes.

O pastor vai cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Leiria, onde se encontrava a aguardar julgamento desde que foi detido pela Polícia Judiciária em Janeiro de 2009.»


in CM online, 21-01-2011


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Processo Casa Pia sobe ao Tribunal da Relação de Lisboa

«A notícia foi avançada pela Rádio Renascença. Os juízes desembargadores vão agora pronunciar-se sobre as penas aplicadas a quase todos os arguidos.




O despacho de admissão dos recursos de todos os arguidos que contestaram a condenação à pena de prisão foi assinado pela juíza Ana Peres.

Toda a prova feita nos últimos seis anos de julgamento será agora novamente analisada por juízes desembargadores. Caberá depois a este grupo de juízes confirmar ou não as penas de prisão ordenadas a quase todos os arguidos.

De acordo com a Rádio Renascença, o Tribunal da Relação demora em média cerca de três meses a resolver recursos. Só que neste caso, dada a complexidade do processo, este prazo será seguramente muito maior.»


Texto in DN online, 20-01-2011
Imagem Google

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Bastonário da Ordem dos Advogados quer "verdadeiro inquérito" à fuga de presos sem "culpas" para algemas

«O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, defendeu hoje que é preciso “averiguar bem” as responsabilidades da fuga de dois presos preventivos, na terça-feira, e recusou que “as culpas” recaiam nas algemas usadas pelas autoridades prisionais.




“É averiguar bem o que se passou e recapturá-los rapidamente, porque estas coisas não podem acontecer”, disse, assegurando que não se podem “deitar as culpas para os materiais”.

O material, sublinhou Marinho Pinto, “nunca é culpado de nada” e “as pessoas é que devem assumir responsabilidades”.

O bastonário da Ordem dos Advogados comentava à Agência Lusa, em Évora, os incidentes ocorridos na terça-feira, em Lisboa, que envolveram a fuga de dois presos preventivos.

Os presos seguiam numa carrinha celular, para serem ouvidos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), quando se terão conseguido livrar das algemas e fugir.

O director-geral dos Serviços Prisionais já ordenou uma vistoria a todas as algemas, por alegadamente ter sido detetada uma deficiência nas que foram utilizadas no transporte dos dois presos, que continuam a monte.

Paralelamente, o incidente está a ser alvo de um inquérito por parte do Ministério Público (MP).

O bastonário da Ordem dos Advogados defendeu também hoje que o caso deve ser alvo de um “verdadeiro inquérito”, que permita “apurar o que se passou”.

Depois, acrescentou, há que “tomar as medidas que forem necessárias e punir responsáveis, se for caso disso, punir alguém se actuou com negligência ou por desrespeito com as normas e mudar os métodos que forem necessários mudar”.

“Acho que deve haver um inquérito para averiguar concretamente o que se passou porque [a situação] não é normal”, insistiu, voltando a desvalorizar a questão das algemas: “Aliás, os reclusos nem deviam andar algemados”.

Os presos deviam era “andar bem guardados pela Polícia, pelos Serviços Prisionais”, contrapôs, à margem da tomada de posse do novo presidente do Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Advogados, Victor Tomás.

“O que não é necessário é voltar à Idade Média e agrilhoar os presos” ou trazê-los “agrilhoados como acontece nesse campo da ignomínia que é Guantánamo”, frisou.

Reiterando a importância de um inquérito para proceder a averiguações, Marinho Pinto afirmou que o que “não pode acontecer” são situações como a de terça-feira.

“As pessoas que estão legitimamente detidas não podem fugir e tem que haver responsabilidades”, nomeadamente da parte de “quem estava com o encargo de vigiar as pessoas”.»


in Destak online, 19-01-2011
Foto: Tiago Petinga/Lusa

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Última Hora: Dois presos considerados perigosos fogem de carrinha celular em Lisboa

«Dois reclusos considerados perigosos fugiram hoje de uma carrinha celular que estava estacionada próximo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em Lisboa, tendo-se registado tiros, disse fonte policial, que atingiram guardas prisionais.

Os reclusos escaparam às autoridades prisionais quando a viatura se preparava para seguir para o Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), às 15h10.

Os presos, depois, furtaram um automóvel, que entretanto já foi encontrado vazio.

A fonte policial adianta que durante a fuga foram trocados tiros e que os dois reclusos continuam em paradeiro incerto.

Três agentes fizeram a marcação no chão dos invólucros de bala, para preservação de prova.

O DCIAP situa-se na Rua Alexandre Herculano, em Lisboa.

Entretanto, a Direção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) confirmou à agência Lusa "a fuga de dois reclusos junto das instalações do DCIAP, em Lisboa".

"Os guardas prisionais receberem tratamento hospitalar e aparentemente estão livres de perigo", acrescenta a DGSP numa nota, que refere também que "foi determinada a abertura de um inquérito a cargo do Serviço de Auditoria e Inspeção, dirigido por um procurador".»

in Expresso online, 18-01-2011

Leis e tribunais protegem interesses das seguradoras, segundo investigação do Observatório Permanente da Justiça

«Observatório da Justiça traça um quadro negro dos processos de acidentes de trabalho.




Manuel (nome fictício), 50 anos, teve um acidente de trabalho que lhe fracturou o calcanhar. O perito da seguradora atribuiu-lhe uma incapacidade de 12,5%. Inconformado, Manuel pediu ao tribunal uma nova avaliação, que lhe foi feita por um médico do Instituto Nacional de Medicina Legal, atribuindo-lhe uma incapacidade permanente parcial (IPP) de 18,75%. Face ao desacordo, foi realizada uma junta médica, que tomou a decisão final: a IPP de Manuel é de 12,5%, tal como defendia a seguradora.

O caso de Manuel é apenas um das dezenas de processos relativos a acidentes de trabalho e de viação investigados pelo Observatório Permanente da Justiça(OPJ). A conclusão é dramática para os acidentados: as seguradoras têm uma posição hegemónica em todo o sistema, desde a legislação até às decisões judiciais.

Começando pela legislação, os investigadores, coordenados pelo sociólogo Boaventura Sousa Santos, começam por realçar a rapidez com que foi aprovada a última lei sobre acidentes de trabalho, uma iniciativa dos deputados Jorge Strecht, Esmeralda Salero Ramires, Maria José Gamboa e Isabel Coutinho, do grupo parlamentar do PS. O projecto de lei foi apresentado a 29 de Maio de 2009. Seis meses depois, estava concluído para promulgação presidencial.

Pelo meio, ficaram muitas acusações de aquela ser uma lei que apenas servia os interesses das seguradoras. Sob anonimato, um deputado disse que o tempo para a discussão foi curto e que, ainda por cima, no mesmo dia em que se discutia esta lei, havia mais três diplomas em cima das mesas para discussão e votação. Daí, os investigadores do OPJ falarem num fenómeno de "captura do direito por interesses poderosos e lesivos do bem comum". Um dos exemplos prende-se também com a aprovação da nova Tabela Nacional de Incapacidades, de 2007, quando comparada com a de 1993 (ver caixa com alguns exemplos).

Se no capítulo legislativo o quadro descrito não é animador para o cidadão, pior o é quando os processos chegam a tribunal.»


in DN online, 18-01-2011


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Notas de 50 euros são as mais falsificadas em Portugal

«As notas mais falsificadas em Portugal são as de 50 euros, anunciou hoje o Banco de Portugal, adiantando ainda que no total foram retiradas de circulação 18.871 notas falsas, de diferentes valores, em 2010.



Em 2009 foram retiradas de circulação 11.508 notas contrafeitas, sendo que as 50 euros já eram as mais falsificadas em Portugal, refere o BdP num comunicado.

No primeiro semestre do ano passado foi retirado de circulação em Portugal um total de 8.243 notas falsas de diferentes valores faciais, o que correspondeu a uma quebra de 22,4 por cento face aos primeiros seis meses do mesmo ano.

Por sua vez, as notas falsas de 20 euros aprendidas atingiram as 2.575 no segundo semestre de 2010, quando nos primeiros seis meses desse ano ascenderam a 3.215.

Já as notas contrafeitas de 50 euros elevaram-se a 4.411 na segunda metade de 2010, contra as 5.744 notas falsificadas que foram retiradas de circulação nos primeiros seis meses do ano passado no país.

As notas contrafeitas podem ser identificadas sem a utilização de equipamentos auxiliares, recorrendo apenas a uma observação cuidada dos elementos de segurança destinados ao público, através do toque, observação e inclinação método que é descrito no sítio eletrónico do Banco de Portugal, em http://www.bportugal.pt/


in DN online, 17-01-2011


sábado, 15 de janeiro de 2011

Cara de Carlos Castro foi pisada por Renato Seabra

«Os relatórios forenses citados ontem no Tribunal Criminal de Manhattan confirmam a brutalidade do homicídio de Carlos Castro, cuja cara chegou a ser pisada. O cronista social morreu cinco horas antes de o seu corpo ter sido encontrado.


(A artista Jane Rosenberg desenhou ontem o retrato de Renato Seabra durante a audiência por videoconferência do Tribunal Criminal de Manhattan. O advogado de Seabra conseguiu impedir a captação de imagens)


As confissões de Renato Seabra à polícia foram lidas ontem pelo juiz Anthony Ferrara, numa audiência realizada por videoconferência, que determinou que o modelo de 21 anos, acusado de matar o jornalista Carlos Castro, fica preso até 1 de Fevereiro, data da nova audiência.

Além de alguns pormenores já confirmados, como o facto de Seabra ter confessado que esfaqueou e castrou Carlos Castro com um saca-rolhas, o ministério público americano apresentou relatórios forenses que concluem que Carlos Castro foi pisado, já que tinha marcas da sola de um sapato no rosto. Os especialistas que analisaram o cadáver dizem ainda que o jornalista tinha uma fractura num osso do pescoço e várias marcas de estrangulamento: "a cara da vítima estava coberta de sangue e feridas", diz o relatório citado pelo New York Post.

O relatório forense declara a hora da morte de Carlos Castro pelas 14:00h do dia 7 de Janeiro, o que permite concluir que Renato Seabra, que foi visto a sair do Hotel InterContinental perto das 19:00h do mesmo dia, ficou no quarto com o corpo do cronista durante cinco horas. Duas amigas do jornalista de 65 anos estavam a entrar no hotel quando viram Renato Seabra e lhe perguntaram por Carlos Castro. O jovem respondeu "O Carlos nunca mais sai do hotel" e, pouco depois, o corpo foi descoberto. A procuradora-geral adjunta de Nova Iorque, Maxine Rosenthal, comentou que se trata de "um crime muito sério e violento".

Renato Seabra está detido na ala prisional do Hospital Bellevue, em Nova Iorque. A audiência de ontem com o Tribunal Criminal durou apenas 54 segundos. Renato Seabra ficou a conhecer as acusações contra si e só será ouvido no Supremo Tribunal no dia 1 de Fevereiro. Se ficar provado que a confissão do crime à polícia foi feita em consciência, o jovem de Cantanhede será julgado; se se confessar culpado em Tribunal, o mais provável que o ministério público chegue a acordo com a defesa sobre qual a pena a cumprir.»


Texto e imagem in DN online, 15-01-2011


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Renato Seabra aguarda detido face à "violência" do crime

«Renato Seabra, acusado do homicídio do colunista social Carlos Castro, vai aguardar detido nova audiência judicial, no Supremo Tribunal de Nova Iorque a 1 de Fevereiro, devido à "seriedade e violência do crime".



Alegando a "seriedade e violência do crime" cometido a 7 de Janeiro, a procuradora Maxine Rosenthal pediu esta sexta-feira ao Tribunal Criminal que não fosse concedida liberdade condicional ao modelo de português de 21 anos, que não prestou declarações durante a audiência por videoconferência, em Nova Iorque.

Seabra estava no Hospital Bellevue, vestido de bata de paciente, ao lado do seu advogado, David Touger, que pediu ao juiz Ferrara que não autorizasse que fossem recolhidas imagens.

Segundo o depoimento ao tribunal do detective John Mongiello, da Polícia de Nova Iorque, o crime aconteceu às 14h00, cinco horas antes de o corpo ser encontrado no Hotel Intercontintal, e Seabra "declarou em substância que matou Castro e que o agrediu através de numerosos meios".»


in CM online, 14-01-2011

Assassinato de Carlos Castro: Renato Seabra presente ao juiz esta tarde

«A SIC Notícias avança que Renato Seabra, o jovem modelo acusado de ter assassinado o cronista Carlos Castro, será presente ao juiz esta tarde.


De acordo com últimas informações, Renato apresenta-se esta tarde no tribunal criminal de Nova Iorque às 11:00h locais, 17:00h em Portugal.»

in DN online, 14-01-2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Missa de apoio a Renato Seabra em Cantanhede

«Realizou-se ao final da tarde desta quinta-feira uma missão de apoio ao jovem suspeito do homicídio do cronista social.




De acordo com a TVI, "muita gente" compareceu nesta iniciativa convocada através de uma página do Facebook. familiares, amigos, conhecidos ou pouplação em geral compareceram na missa, que se realizou na igreja de Cantanhede.

A seguir, foi formado um cordão humano até aos bombeiros locais.

Formas de manifestar apoio e solidariedade a Renato Seabra e sua família. O jovem modelo está acusado de homicídio em segundo grau, depois de ter confessado o homicídio de Carlos Castro, na sexta-feira, num quarto de hotel em Nova Iorque.

As cerimónias fúnebres realizam-se este sábado, com uma missa na igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Newark. Parte das cinzas será depositada no cemitério de Trinity, em Nova Iorque, e outra parte virá para Portugal, onde, na próxima semana, se realizará uma outra cerimónia para os familiares e amigos que não estiveram os Estados Unidos.»


in DN online, 13-01-2011


Versalhes, Paris: Luso-descendente Florent Gonçalves diretor de prisão apaixona-se por prisioneira e é demitido

«Florent Gonçalves foi demitido de diretor da prisão feminina de Versalhes, Paris. Luso-descendente mantinha relações sexuais com Emma, presa por ter seduzido um judeu sequestrado e assassinado pelo 'gangue dos bárbaros'.


- Florent Gonçalves com Michèle Alliot-Marie, em 2009, durante uma visita da então ministra francesa de Justiça à prisão de Versalhes -


Florent Gonçalves, de 41 anos, confessou ter mantido relações sexuais com a detida no interior da prisão, mas disse estar apaixonado por ela.

A jovem - Emma, uma linda morena de 21 anos - cumpria uma pena de prisão de 9 anos por ter sido o "isco" do tristemente famoso "gangue dos bárbaros". Foi ela quem, em 2006, seduziu o judeu Ilan Halimi com o objetivo de o sequestrar e de pedir um resgate.

O gangue - do qual também era membro o luso-descendente Jérôme Ribeiro, condenado a 10 anos de prisão apesar do estatuto de arrependido e de ter colaborado com a Policia nas investigações sobre a morte de Ilan Halimi - torturou e matou o jovem judeu por a família deste não ter pago o resgate pedido pela sua libertação.

"Mulher fatal"

De acordo com o depoimento de guardas da prisão de Versalhes, Emma seduziu igualmente pelo menos mais um guarda, de 38 anos, que também foi demitido.

"Ela é muito linda, é mesmo explosiva, e fazia tudo para seduzir e conseguir, desse modo, um tratamento de favor na prisão", disse um guarda.

"Recebia dinheiro e outras coisas em troca das relações sexuais e comportava-se, de facto, como uma mulher fatal", acrescentou o mesmo funcionário da penitenciária de Versalhes.

A relação de Florent Gonçalves com Emma foi descoberta porque os guardas estranharam que ela fosse frequentemente convocada por ele para, alegadamente, lhe limpar o escritório. "As limpezas demoravam por vezes mais de hora e meia", explicou um guarda.

O luso-descendente disse aos investigadores que contava com a libertação condicional de Emma "para fazer a sua vida com ela", segundo revela o jornal "Le Parisien" de hoje .»


Texto e imagem in Expresso online, 13-01-2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Como evitar que o Renato se abra



Cartoon de Rodrigo, Expresso online, 12-01-2011

Assassinato de Carlos Castro: Renato Seabra recebeu visita da mãe no hospital


- Carlos Castro e Renato Seabra -

«Renato Seabra, suspeito da morte de Carlos Castro, já falou com a mãe, avança a TVI 24. O cunhado do jovem afirmou, no entanto, ao JN, desconhecer o encontro.


- Otília Pereirinha, mãe de Renato Seabra -

Renato Seabra recebeu a mãe no Hospital de Bellevue, em Nova Iorque, afirma a TVI, citando a advogada Paula Fernandes, que está a dar apoio jurídico à família do modelo.

"O Renato já tem um advogado que está a preparar a defesa e a tomar as diligências necessárias". "Ao contrário do que tem sido dito, e que é mentira, Renato também já recebeu visitas, entre elas, a mãe", diz a advogada, citada pela TVI.


- Claúdio Montez e Fernanda Castro -

Em Nova Iorque, Fernanda Castro, uma das irmãs de Carlos Castro, afirmou ter conhecido o suspeito pela morte do cronista e admitiu " ter muita pena da mãe dele". Em Cantanhede, está prevista uma missa de apoio à família de Renato Seabra.

No aeroporto de Newark, à chegada aos Estados Unidos, para preparar as cerimónias fúnebres de Carlos Castro, que deverá ser cremado hoje, quarta-feira, Fernanda classificou Renato Seabra como uma pessoa "muito fria, introvertida, muita calada".

"Nunca pensei. quando recebi a notícias, que aquele rapaz... não sei definir", confessou, Fernanda Castro. "Acho que o Renato se aproximou do meu irmão para se lançar na moda", acrescentou.

A última vez que Fernanda Castro falou com o irmão foi antes do Ano Novo, numa altura em que ele "estava muito feliz porque vinha para Nova Iorque".

Muito emocionada, Fernanda ainda confessou "ter muita pena da mãe" do jovem suspeito de ter assassinado o jornalista.

"Também sou mãe e ela deve estar a sofrer imenso. Para ele não tenho palavras", referiu em relação a Odília Pereirinha que, neste momento, também se encontra em Nova Iorque.

Por cá, está prevista uma missa de apoio à família de Renato Seabra, amanhã, quinta-feira, pelas 21 horas, em Cantanhede. »


Texto e imagem de Claúdio Montez com Fernanda Castro  in JN online, 12-01-2011
Imagem de Otília Pereirinha, mãe de Renato Seabra,  in DN online
Foto de Carlos Castro e Renato Seabra in Sábado online

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Renato Seabra homicida confesso de Carlos Castro tinha namorada

«Os amigos do modelo dizem que Isa Costa mantém relação com ele. Ela diz ao DN que eram amigos especiais e nega homossexualidade do jovem.




A última vez que estiveram juntos foram jantar fora e ver o filme O Amor é Melhor a Dois. Isa Costa, que está a tirar o curso de Enfermagem, desmente o "namoro oficial" com Renato Seabra, mas não esconde a proximidade com o manequim: "Éramos amigos especiais, mas eu acho que ele me tratava como uma namorada. Andávamos a sair desde Novembro e estávamos juntos."

Conheceram-se no hi5, trocaram mensagens na rede social e viram-se pela primeira vez há um ano. Contactada via telemóvel, eis a versão de Isa, que não quer entrar em detalhes: "Só estou a prestar estas declarações porque o Renato merece. Se ele fez aquilo que dizem, é porque estava sob o efeito de qualquer droga; tem de haver qualquer coisa que nos está a escapar." A jovem assegura que ele é "um ser humano excepcional", que "nunca se deixou influenciar" pela suposta fama das passerelles. "Foi sempre a mesma pessoa, calma, serena...", assegura, refutando a ideia de que Renato seja homossexual.

O último encontro destes "amigos especiais" foi a 23 de Dezembro, já a viagem a Nova Iorque estava na mente de Renato. "Ele estava muito contente, disse-me que ia em trabalho. Custa-me saber que foi tão contente e lhe aconteceu isto. Acredito que ele caiu numa armadilha. A mãe do Renato já disse que ele se tinha queixado de que notava qualquer coisa na comida. Não acredito nada na versão que aparece na comunicação social, de que eles iam em 'lua-de-mel'. Ele nunca me falou em Carlos Castro...", garante Isa.

A tese de que Renato era mulherengo, que servirá para vincar a orientação sexual do rapaz, é o tema central da conversa com um dos amigos de infância do jovem de Cantanhede. Diogo Silva, 22 anos, informático, diz: "Nós, os dois, éramos os artistas da sedução. Era o nosso hobby. Ele só tinha o Carlos Castro como uma figura paternal." Diogo, bastante transtornado com o destino de Renato, quer agora abrir uma conta bancária para financiar a defesa do modelo. Com o desenrolar do caso no outro lado do Atlântico, o cunhado do modelo diz que continua incrédulo. Num café daquela cidade gandaresa, José Malta, farmacêutico, de 30 anos, confessa que tem de fazer "um exercício mental" para perceber o drama. Ao reagir à acusação de homicídio, desabafa: "Só se ele estava possuído, uma coisa do outro mundo, paranormal." O cunhado enfatiza que havia uma "relação de confiança" entre o cronista e o jovem, mas, apenas, do foro profissional.»


in DN online, 11-01-2011


Carlos Castro torturado durante uma hora com um saca-rolhas

«Carlos Castro terá sido torturado durante uma hora por Renato Seabra.

Segundo avançava, ontem, a Imprensa nova-iorquina, o jovem está indiciado por homicídio em segundo grau, depois de ter confessado que brutalizou o jornalista e o mutilou com um saca-rolhas.




"Já não sou gay!". Foram estas as palavras que Renato Seabra, 21 anos, terá proferido diante das autoridades norte-americanas, quando interrogado sobre o homicídio de Carlos Castro, 65 anos.

Segundo avançava, ontem, o "New York Post", o jovem foi interrogado na noite de domingo, com auxílio de um intérprete, e terá confessado o crime. O modelo avançou que torturou o jornalista durante uma hora, acabando por o mutilar, com um saca-rolhas, num olho e nos órgãos genitais.

A justificação avançada, segundo a Imprensa, realçava o intuito de o libertar de "demónios e de um vírus". No entanto, as autoridades consideraram que os termos utilizados estarão relacionados com o comportamento homossexual e não com qualquer doença, como sida. Segundo a Polícia de Nova Iorque, Renato Seabra enfrentará agora "uma acusação de homicídio em segundo grau", revelou, à agência Lusa, o detective Cavatalo.

A Imprensa nova-iorquina dava conta, ontem, de que o jovem terá confrontado Carlos Castro, dizendo-lhe que não era homossexual e que apenas estava a usá-lo pelo seu dinheiro e influência, sendo que a discussão ficou aguerrida depois de o cronista ter recusado pagar "compras de luxo" ao jovem . A esta conversa ter-se-á seguido o espancamento, tortura e a morte do colunista. A autópsia a Carlos Castro determinaria a causa de morte: lesões na cabeça e no pescoço, existindo marcas de estrangulamento.

Segundo o "Daily News", o jovem terá pontapeado e esmurrado Carlos Castro, atingindo-o na cabeça com o monitor de um computador portátil. Depois, com um saca-rolhas, terá mutilado o jornalista, que, nessa altura, já estaria inconsciente.

Tomou banho após o crime

Depois do crime, o modelo terá tomado banho e vestido um fato, saindo depois do hotel Intercontinental. Foi então que o jovem se terá cruzado com duas amigas de Carlos Castro que, preocupadas com a ausência de notícias do amigo, resolveram ir ao hotel. Instado sobre o paradeiro do jornalista, o jovem terá respondido apaticamente: "O Carlos não sai mais do quarto", fugindo.

Quatro horas depois, Renato deu entrada num hospital onde receberia tratamento médico, ao que tudo indica, a ferimentos auto-infligidos nos pulsos e na face.»


in JN online, 11-01-2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Paz à sua alma


'Rosa Choque'

 


Cartoon de Henrique Monteiro
(10-01-2011)

Renato Seabra confessou à polícia que matou Carlos Castro

«Renato Seabra confessou à polícia de Nova Iorque que matou Carlos Castro para se "ver livre de demónios, ver livre de vírus". Está acusado de homicídio em segundo grau. O modelo contou que agrediu o cronista durante mais de uma hora antes de o castrar com um saca-rolhas.




Os investigadores não têm a certeza qual o sentido da expressão "livre de vírus", mas acreditam não se tratar de HIV, mas sim das opções sexuais dos protagonistas. "Já não sou gay", terá dito Seabra aos polícias, segundo fontes citadas pelo New York Post, na ala psiquiátrica do Bellevue Hospital onde foi internado depois de ter feito cortes nos pulsos, numa aparente tentativa de suicídio.

Castro e Seabra estavam de férias em Nova Iorque, alojados no InterContinental Hotel, e previa-se que regressassem apenas a 15 de Janeiro. Mas ambos terão tido uma forte discussão no quarto de hotel antes da tragédia, durante a qual o modelo terá dito ao cronista que não é homossexual e que só namorava com Castro pelo seu dinheiro e influência no mundo da alta sociedade.

Seabra, acusado de homicídio em segundo grau, confessou aos investigadores que agrediu, pontapeou e esmurrou Castro durante mais de uma hora. Depois bateu-lhe com um monitor de um computador (declarada a causa da morte) e agarrou num saca-rolhas, espetando-o num dos olhos do cronista antes de o castrar com o mesmo instrumento.»


in DN online, 10-01-2011


sábado, 8 de janeiro de 2011

Jornalista Carlos Castro assassinado em hotel de Nova Iorque

«Carlos Castro, 65 anos, foi encontrado ontem à noite morto, no hotel Intercontinental, em Times Square, Nova Iorque, com sinais de ter sido agredido na cabeça e sexualmente mutilado. Alegado homicida já foi detido. (Veja vídeo no fim do texto)


- Carlos Castro deu entrada no hotel a 29 de Dezembro, acompanhado pelo modelo português Renato Seabra, de 20 anos -


O jornalista português Carlos Castro, de 65 anos, foi sexta-feira encontrado morto num quarto do hotel Intercontinental, em Times Square, revelou o "Daily News" na sua página de Internet, citando fontes policiais.

Carlos Castro deu entrada no hotel a 29 de Dezembro, acompanhado pelo modelo português Renato Seabra, de 20 anos, que é neste momento o principal suspeito do homicídio cometido no 34º andar do hotel nova-iorquino.

Renato Seabra terá saído do hotel momentos antes do corpo ter sido encontrado.

Ainda segundo o "Daily News", a polícia foi chamada ao hotel cerca das 19h00 locais tendo encontrado Carlos Castro inconsciente e com sinais de ter sido agredido na cabeça e sexualmente mutilado. Segundo a estação de televisão nova-iorquina NY1, Carlos Castro foi declarado morto no local pelos paramédicos.

Modelo português detido

O modelo português, alegado autor do homicídio de Carlos Castro, foi detido pela polícia em Nova Iorque, informou um amigo próximo do jornalista.

"Por volta da 11h00 horas (de sexta-feira, em Nova Iorque), o Renato deu entra no Roosevelt Hospital, com cortes no pulso, pois tinha tentado matar-se", disse à Agência Lusa o jornalista Luís Pires, amigo de Carlos Castro, cujo corpo foi encontrado ao final do dia de sexta-feira num quarto do Hotel Intercontinental, em Nova Iorque.

"As fotografias do facebook - ele (Renato) tem uma página com dois mil e tal amigos - foram distribuídas profusamente pela polícia em Nova Iorque, tendo sido detido no hospital", acrescentou o amigo, também jornalista, ex-correspondente da SIC nos Estados Unidos. Segundo o jornalista, a sua filha Mónica Pires foi a primeira pessoa a ver o corpo de Carlos Castro e está a prestar, neste momento, declarações ao procurador da República de Nova Iorque.

"Às sete da tarde (de sexta-feira), a minha filha tinha combinado um jantar com o Carlos Castro no Hotel Intercontinental, em Times Square, em Nova Iorque", referiu Luís Pires.


Jornalista castrado

De acordo com o jornalista, a sua ex-mulher e a filha cruzaram-se com Renato Seabra no lobby do hotel e perguntaram pelo colunista português.

"O Carlos já não sai mais do hotel", foi a resposta do modelo às duas mulheres, acrescentou o jornalista.

Segundo Luís Pires, a sua filha relatou-lhe que Renato Seabra estava com uma atitude muito estranha, parecendo não estar no seu juízo perfeito.

Espantada com a resposta, Mónica Pires pediu para o gerente do hotel verificar o quarto, encontrando Carlos Castro cheio de sangue, com lesões na cabeça e mutilado sexualmente.

"Um quadro dantesco, Carlos tinha graves lesões na cabeça e foi castrado. Fico horrorizado só de pensar nisso", referiu o amigo do colunista português.

Luís Pires sublinhou que a polícia foi logo acionada e chegou rapidamente ao local e, agora, o quarto e o corpo estão a ser analisados pelos médicos legistas.


Destaque na imprensa norte-americana

"O taxista que levou Renato para o hospital também já foi encontrado e a polícia chegou mesmo a atrasar o voo da Continental para Lisboa (na noite de sexta-feira), antevendo uma possível fuga", referiu a mesma fonte.

Luís Pires acredita que o motivo do assassínio foi provocado por ciúmes.

O jornalista também informou que os meios de comunicação norte-americanos estão a dar destaque para o assassínio do colunista e jornalista português, inclusive o jornal "The New York Times".

Luís Pires disse que Carlos Castro e Renato Seabra foram passar o fim de ano em Nova Iorque e aproveitaram para assistir algumas peças de teatro, estando a saída do hotel programada para hoje.





Texto e foto in Expresso online, 08-01-2011

Vídeo in SIC online, 08-01-2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Rede de corrupção envolve GNR, Brisa e empresários

«Dois militares da extinta Brigada de Trânsito da GNR, vários empresários do sector dos transportes e dois responsáveis da Brisa são suspeitos de um esquema de corrupção, envolvendo fiscalização e os radares de controlo de velocidade da auto-estrada Porto-Lisboa.



Treze arguidos e seis empresas foram acusados pelo Ministério Público (MP), através do Departamento de Investigação e Acção Penal de Aveiro, e ficam hoje a saber se irão a julgamento, após anúncio da decisão instrutória.

Em causa está, principalmente, a actuação de dois elementos da Brigada de Trânsito de Santa Maria da Feira - um cabo e um soldado - que terão gerado um estratagema para, pelo menos desde o início de 2008 e final de 2009, tirarem proveito pessoal no âmbito das suas tarefas públicas.

Nomeadamente, para não passar multas a condutores e empresas infractoras do Código da Estrada, terão recebido dinheiro, em notas, e terão sido presenteados com lautos almoços e jantares, que chegaram a custar 400 euros.

A investigação da PJ do Porto apurou, ainda, que o cabo da GNR, possivelmente durante pelo menos três anos, não gastou um cêntimo para abastecer de gasóleo o seu BMW 560: fazia-o, de graça, numa bomba privada de uma empresa de metais e sucatas, em Gaia.

O envolvimento de um gestor do centro operacional da Brisa em Santa Maria da Feira, bem como outro elemento da concessionária da auto-estrada A1, surgiu pelo facto de a mulher do cabo exercer funções numa portagem.

O militar da GNR pretendia um bom horário de trabalho para ela e chegou ao ponto de aceder a fornecer informação sigilosa - a exacta localização dos radares de controlo de velocidade na auto-estrada. Noutra ocasião, chegou a avisar, por telefone, que fechou os olhos a uma infracção rodoviária do gestor da Brisa.

Mas, segundo a acusação do MP, o principal método de fazer dinheiro passava pela abordagem de camiões, nas vias rápidas da zona da Feira até Estarreja. Os motoristas eram mandados parar e eram-lhes exigidos os tacógrafos. Em muitas ocasiões foram detectadas irregularidades, em que as multas poderiam chegar a 15 mil euros.

Os militares questionavam, então, se os "patrões" eram "porreiros". E pediam os respectivos contactos, para perguntar como queriam "resolver" os problemas. Houve casos em que os tacógrafos ficaram retidos enquanto não se concretizavam os contactos. E não eram feitos autos de contra-ordenação, o que foi entendido pelos empresários como "pressão" para pagar.

Os arguidos foram acusados por ilícitos de corrupção, abuso de poder e prevaricação, num total de 19 situações. Incluindo os "patrões" que aceitaram pagar refeições, oferecer combustível ou mesmo entregar dinheiro vivo.

Aos militares da GNR foram, ainda, instaurados processos disciplinares, a cargo da Inspecção Geral da Administração Interna.»

in JN online, 06-01-2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Crime no Cartaxo: Homicida confesso é padrasto do atleta Rui Silva do Sporting

«Artur Bonito, o homem que na segunda-feira confessou ter matado o irmão a tiro, em Vila Chã de Ourique, no Cartaxo, vive com a mãe do atleta do Sporting, apurou o DN.


- Rui Silva -




Depois do tiroteio em que alegadamente matou o irmão, Hélder Bonito, e feriu a cunhada, o homem apresentou-se no posto da GNR local. Hoje vai a tribunal, em Santarém, para saber se fica em prisão preventiva.

Artur Bonito está separado da mulher com quem teve uma filha e vive actualmente com a mãe do atleta Rui Silva, que é surda-muda.

O atleta é natural daquela freguesia do Cartaxo. Em 2004 conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos. Em Dezembro de 2010, integrou a equipa nacional que conquistou o segundo lugar no europeu de corta-mato.»


Texto in DN online, 05-01-2011
Imagem in Google


Empresário português assassinado a tiro em França

«Um português foi assassinado na madrugada de terça-feira por um "comando" de encapuzados junto à discoteca de que era proprietário, nos arredores de Paris, noticiou hoje, quarta-feira, a imprensa da capital francesa.



O empresário português, apenas identificado como Paulo, 38 anos, foi morto a tiro por um grupo de encapuzados na discoteca "Pagode", em Pierrelaye, na periferia norte de Paris, segundo confirmaram à Agência Lusa outros empresários e amigos da vítima.

"A minha primeira reacção foi pensar num assalto por alguém que queria ir buscar a receita (do fim-de-semana) e que sabia que o Paulo ia estar a fazer a contabilidade, pois o crime aconteceu cerca das 20:00 na segunda-feira", contou à Lusa Pedro Raquel, um dos sócios da discoteca "Costa do Sol" e do "Mikado", dois dos estabelecimentos nocturnos mais conhecidos entre a comunidade portuguesa de Paris.

No entanto, "ao que parece tratou-se de uma vingança. Por enquanto não se sabe é dizer vingança de quê ou de quem", acrescentou Pedro Raquel.

"Neste meio em que lidamos, arranjamos sempre inimigos, porque na actividade da noite encontra-se sempre pessoas mais esquisitas do que advogados ou contabilistas", comentou também o conhecido empresário português.

Segundo o jornal "Le Parisien", que noticia hoje o crime, Paulo encontrava-se no interior da discoteca com um empregado, de 43 anos, que foi também atingido e que ficou gravemente ferido. A "Pagode" estava encerrada nessa noite mas os dois homens ocupavam-se da contabilidade da firma.

O empresário português "foi morto à queima-roupa com uma bala na cabeça no parque de estacionamento da discoteca", depois de ter percebido a presença de estranhos através do sistema interno de câmaras de segurança, segundo o jornal parisiense.

O empresário Dominique Lacerda, sócio de vários estabelecimentos na região parisiense e antigo patrão de Paulo, recorda que o dono da Pagode "fazia um trabalho interessante no panorama da noite" e que era uma figura conhecida da vida nocturna da comunidade portuguesa na região de Paris.

Paulo, nascido em Portugal "e emigrado há muitos anos em França, deixa viúva e filhos", segundo um amigo próximo contactado pela Lusa e que não quis prestar outras declarações "até a polícia apurar o que se passou".

Paulo abriu a discoteca "Pagode" em 2006, depois de ter cedido um outro estabelecimento nocturno, a "Ibiza", recordou Dominique Lacerda. Posteriormente, o empresário português juntou um espaço "afro" contíguo à discoteca Pagode, formando uma grande superfície que recebia centenas de pessoas nas noites de fim de semana.

Pedro Raquel, que conhecia Paulo de muitas festas e viagens em comum em França e em Portugal, recorda "um homem com uma grande alma, muito ligado a Portugal e às suas raízes".

O corpo do empresário português será autopsiado na sexta-feira.

Entre os empresários da noite "portuguesa" de Paris, o assassínio "brutal" de Paulo "já não é o primeiro do género". Há cerca de cinco anos, o patrão de várias casas africanas, de nome Stèphane, foi vítima de um ataque a tiro.

"Não morreu, mas ficou para o resto da vida numa cadeira de rodas", contou um dos empresários à Lusa.»


Texto in JN online, 05-01-2011
Imagem in Expresso online, 05-01-2011


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Marinho Pinto: "Partidos não estão interessados no combate à corrupção"

«O bastonário da Ordem dos Advogados considera que "não há nenhum partido político verdadeiramente interessado no combate à corrupção" e alerta que o financiamento dos partidos é "uma das principais causas da corrupção" em Portugal.




"Os partidos gastam muito acima da capacidade contributiva dos seus militantes e apoiantes e hoje, seja nas câmaras [municipais], seja no poder central, o financiamento dos partidos é uma das causas graves da violação dos deveres funcionais e da própria corrupção", disse António Marinho Pinto em entrevista à agência Lusa.

Marinho Pinto, que na quarta-feira toma posse para um segundo mandato no cargo, considerou que ocorrem "casos verdadeiramente escandalosos" na sociedade portuguesa, mas que os "partidos encobrem" ou de falam às vezes, mas "devagarinho" e "ao de leve".

Na opinião do bastonário, o combate à corrupção "não se faz através da justiça, a não ser em casos "acidentais" ou "anormais". É antes um "combate essencialmente político", só que "não há nenhum partido político verdadeiramente interessado" nisso, o que revela uma "degenerescência da democracia".

"Todos falam, todos são contra [a corrupção] mas ninguém assume esse combate", criticou Marinho Pinto, dizendo discordar da atual lei do financiamento dos partidos políticos e ser tempo de "encarar abertamente" o problema.»

 
in DN online, 04-01-2011