«O Tribunal da Lourinhã condenou esta sexta-feira um pastor a 10 anos e dois meses de prisão por sequestro e rapto a que sujeitou dois homens, querendo fazer justiça pelas suas próprias mãos por alegadamente lhe terem furtado vários equipamentos.
Na leitura do acórdão, a juíza Tânia Gomes considerou que os factos praticados foram "bastante graves", condenando a atitude do arguido em querer fazer justiça pelas próprias mãos.
O caso remonta a Janeiro de 2009, quando o pastor, de 40 anos, desconfiou que os dois homens, que viriam a ser suas vítimas, lhe tinham furtado um gerador e uma motosserra.
Com a ajuda de mais cinco homens e da sua companheira, que concordou com o plano, o arguido veio a raptar uma das vítimas, levando-a até um eucaliptal, onde lhe desferiu "socos e pontapés" e a ameaçou lançar a um poço para o obrigar a confessar.
Contra a sua vontade, a vítima acabou por ser levada "já debilitada" para uma exploração onde o pastor guarda as cabras, para onde um dia depois o agressor levou também o seu irmão.
Os dois irmãos foram agredidos, "amarrados" e mantidos em cativeiro, além de terem sido ameaçados com arma de fogo até serem libertados na sequência da intervenção da Polícia Judiciária.
O tribunal absolveu um dos arguidos e condenou os restantes a diferentes penas de prisão entre os nove meses e os cinco anos de prisão (no caso da sua companheira), suspensas na sua execução, pelos crimes de sequestro e de ofensas à integridade física.
Dois dos arguidos foram ainda condenados a pagar uma indemnização no valor de mil e outro de 1400 euros a favor de uma instituição social.
Os advogados dos arguidos disseram aos jornalistas que vão recorrer da decisão do colectivo de juízes.
O pastor vai cumprir pena no Estabelecimento Prisional de Leiria, onde se encontrava a aguardar julgamento desde que foi detido pela Polícia Judiciária em Janeiro de 2009.»
in CM online, 21-01-2011
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