domingo, 16 de junho de 2013

Porto Alto, Benavente: Homem abatido a tiro no parque de estacionamento do Pingo Doce




«Um homem, com cerca de 45 anos, foi assassinado a tiro, este domingo, no parque de estacionamento do Pingo Doce de Porto Alto, na freguesia de Samora Correia, Benavente. O suspeito fugiu e está a monte.

Os dois homens, de etnia cigana, estariam no parque de estacionamento da rua João Folheiro, quando um deles sacou de uma pistola e abateu o outro à queima roupa. Os motivos do homicídio ainda são desconhecidos.

Depois de ter disparado, o suspeito entrou num carro cinzento e fugiu. A GNR que foi logo ao local já conseguiu identificar o veículo e está a procura-lo nos vários concelhos limítrofes de Samora Correia e também na Grande Lisboa.

A vítima foi assassinada pouco depois das 13 horas e foi chamada a Polícia Judiciária para investigar e recolher eventuais vestígios.

O indivíduo já foi identificado pelas autoridades e será residente na zona de Camarate.»




in JN online, 16-6-2013

Catujal, Loures: Matança no infantário Pomba da Paz planeada sete dias antes por Pedro Magalhães



«O revólver que Pedro Magalhães utilizou para matar a ex-companheira e uma amiga, anteontem junto a um infantário no Catujal, em Sacavém, foi comprado sete dias antes do crime. Na altura, o homicida de 33 anos, que se suicidou, confessou a um amigo "que ia haver mortes", referindo-se à ex-mulher Mónica Pinto.


 -Pedro Magalhães -


"Ele já andava a pensar no que havia de acontecer", disse ao CM o pai do homicida, Zeca, que não conseguiu evitar as lágrimas. Pedro Magalhães estava deprimido e não conseguia aceitar a separação de Mónica, ocorrida há cerca de um mês. Uma semana antes do crime, Pedro teve um ataque de ansiedade e foi levado para o hospital. Segundo o CM apurou as autoridades não descartam que Pedro estivesse sob o efeito de drogas. Na altura, um amigo ainda procurou pela arma em casa, mas não a encontrou.



- Inês Cecílio e Mónica Pinto eram muito amigas -



No carro que o homicida utilizou para se deslocar ao infantário, na sexta-feira, estava ainda uma caçadeira, que não chegou a ser utilizada. Mónica e Inês Cecílio, de 27 e 22 anos, foram assassinadas à queima-roupa quando iam buscar a filha do casal, uma menina de dois anos. Logo de seguida, Pedro suicidou-se com um tiro na cabeça junto ao infantário Pomba da Paz. "Não falava comigo há vinte anos, mas eu gostava dele. Ele não era uma pessoa nervosa, por isso não consigo perceber o que se passou", disse ainda o pai. Há cerca de um mês, Mónica Pinto decidiu sair de casa. Era o único sustento da família. Além da bebé Letícia, a mulher ainda cuidava de outras duas crianças, de cinco e oito anos, filhas só de Pedro, de uma relação anterior.»



in CM online, 16-6-2013

sábado, 15 de junho de 2013

Loures: Três mortes à porta do infantário Pomba da Paz do Catujal



«Revoltado com a separação, Pedro Magalhães, de 33 anos, aproveitou a hora de ir buscar a filha ao infantário, no Catujal, em Sacavém, Loures, para se cruzar com a ex-companheira. Mónica Pinto, 27 anos, acabou emboscada e baleada nas costas. Morreu. Inês Cecília, 22 anos, uma amiga que a acompanhava, foi também baleada à traição. Equipas de socorro ainda a tentaram salvar, mas morreu pouco depois no local. Pedro saiu do perímetro do infantário, afastou-se uns metros, e suicidou-se com um tiro. Para cometer esta tragédia usou um revólver de calibre 0,32 mm. No carro tinha ainda uma caçadeira e seis cartuchos, que não chegou a usar.
Mónica e Pedro tinham-se separado há cerca de um mês. Em comum tinham uma filha, Letícia, de 2 anos. E foi na hora de Mónica ir buscar a filha ao infantário da associação Pomba da Paz, pelas 17h30 de ontem, que a mulher foi morta. Caiu junto a umas escadas de acesso ao interior do infantário, isto depois de já ter passado um primeiro portão. Ia acompanhada da amiga Inês, também ela vítima da ira de Pedro e dos disparos pelas costas.
O crime foi premeditado. E tudo porque Pedro já tinha estado no local horas antes. Queria certificar-se de que era Mónica quem ia buscar as filhas, o que uma funcionária do infantário veio a confirmar. O homicida afastou-se do local e esperou pacientemente. Depois cometeu o crime.
"Ouvi os tiros e pareciam bombas de carnaval a rebentar. Depois vi um senhor careca cair e não se mexer mais. Uma das senhoras que ele matou ficou na posição de bruços e a outra de lado", contou ao CM uma testemunha do crime.
O homicida enfrentava uma depressão desde a morte da mãe e não aceitava a recente separação de Mónica. Pai de mais duas crianças de, outra relação, Pedro ainda terá tentado a reconciliação, o que não veio a acontecer. Estava medicado e mostrava-se transtornado nos últimos tempos. "O que aconteceu aqui foi que este homem tinha uma depressão e ninguém o ajudou", disse um familiar de Pedro Magalhães, ainda em choque. A PSP isolou de imediato a zona e uma brigada de homicídios da Polícia Judiciária esteve no local a recolher depoimentos e vestígios.
Ainda havia muitas crianças lá dentro quando a tragédia se deu, mas penso que nenhuma terá visto as duas senhoras a serem atingidas pelos tiros".
O relato emocionado ao CM é de Sami Cassandra, de 42 anos, uma das muitas funcionárias do infantário Pomba da Paz, à porta do qual as duas mulheres foram abatidas.
"O barulho dos tiros foi assustador e os pequenos ficaram extremamente assustados, em pânico com toda esta situação, tal como todas nós", acrescenta Sami Cassandra.
A funcionária do infantário não tem nada a apontar à relação entre Pedro e Mónica. "Nunca me apercebi de qualquer problema mais complicado entre eles. Sabia que estavam em fase de separação, mas nada fazia prever uma situação destas. Nada mesmo", relatou ao CM a funcionária daquele estabelecimento de ensino. "Embora hoje [ontem] eu tenha estranhado o facto de ele ter aparecido por volta das três e meia, algum tempo antes do crime, para saber se era a Mónica que vinha buscar a Letícia aqui ao infantário", conta Sami Cassandra. "Era quase sempre a mãe que a vinha trazer e a vinha buscar ao infantário. Era uma mãe muito carinhosa, muito amorosa, que fazia tudo pela filha", concluiu.
Apesar dos contornos violentos desta tragédia, ninguém conhecia em Pedro quaisquer episódios violentos recentes. Nem mesmo contra a ex-companheira. "Ai o meu menino. Nunca pensei que ele fizesse uma coisas destas. Nada disto parece verdade", desabafava Guida, uma das melhores amigas da família, nomeadamente da mãe do homicida, que faleceu há aproximadamente um ano.
Aliás, foi a morte da mãe que fez Pedro enfrentar numa enorme depressão, a ponto de ter sido medicado nos últimos tempos. Guida não consegue encontrar um motivo para este desfecho trágico.
"Ele era um homem muito responsável, muito dedicado à família. Era bastante trabalhador, não bebia, não se metia em confusões. Como é que isto aconteceu?".
O Pomba da Paz funciona como infantário e ATL. No total, é frequentado por 115 crianças: 75 frequentam o infantário "tem três salas, ocupadas com 25 crianças cada" e 40 frequentam o ATL.»


in CM online, 15-6-2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Catujal, Loures: Homem mata ex-mulher e amiga à porta da creche e suicida-se



«Motivos passionais levaram um homem, esta tarde, a matar a ex-mulher, de 26 anos, e uma amiga desta, após o que se suicidou.

O episódio ocorreu no exterior do infantário Pomba da Paz, no Catujal, Sacavém, onde o agressor se preparava para ir buscar uma filha. O homicida e a ex-mulher tinham outros dois filhos em comum mas que não estavam na instituição.

Segundo disse ao Expresso o comissário Paulo Flor, da PSP, o homem cruzou-se com a ex-mulher e disparou um revolver, matando-a de imediato. De seguida, baleou a amiga que a acompanhava, que ficou ferida com gravidade. E logo depois suicidou-se.

A amiga da ex-mulher viria a falecer mais tarde, goradas as tentativas dos bombeiros para a manter viva.

Os disparos foram ouvidos pelas crianças no interior do infantário e "metidas nas salas imediatamente após os tiros", disse ao Expresso o diretor do infantário Associação Pomba da Paz, Arlindo Almeida. Mas o crime foi presenciado por algumas crianças que se encontravam no local.

Herlander Isidoro, presidente da Junta de Freguesia de Unhos, adiantou ao Expresso que "já se conheciam problemas familiares"

No carro do homicida foi ainda encontrada uma caçadeira, já apreendida pela PSP.

Para o local os Bombeiros Voluntários de Sacavém fizeram seguir quatro ambulâncias e uma viatura de emergência e reanimação, além de oito homens. A PSP está presente com vinte unidades.»




in Expresso online, 14-6-2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Évora: Guilherme Páscoa condenado a 24 anos de prisão por matar irmã Ana Bívar


«Guilherme Páscoa, o homem que a 30 de maio do ano passado matou a tiro a irmã Ana Bívar, antiga subdirectora do IGESPAR, em Évora, foi condenado esta terça-feira a 24 anos de prisão. O homicida, que não compareceu esta manhã na leitura de sentença, apanhou 20 anos de prisão pelo homicídio de Ana Bivar e mais 12 pela tentativa de homicídio de uma outra irmã, Marta Páscoa. Em cúmulo jurídico, o tribunal fixou em 24 anos a pena única.


- Guilherme Páscoa e a irmã Ana Bívar -



Criador de cavalos em Alenquer, o homicida foi ainda condenado ao pagamento de 520 mil euros de indemnização ao deputado do PSD António Prôa, marido da vítima mortal, e aos quatro filhos menores. Marta Páscoa receberá uma indemnização de 35 mil euros.

Revoltado pelo facto das irmãs lhe terem retirado a procuração que permitia gerir os bens da família -  avaliados em 16 milhões de euros -, Guilherme Páscoa começou por atropelar as irmãs, tendo de seguida degolado com uma faca Ana Bívar. Marta só sobreviveu devido à ajuda de um vizinho. A seguir ao crime entregou-se na GNR e encontra-se actualmente detido no Hospital Prisional de Caxias.»

Texto in CM online, 11-6-2013
Imagem Google

sábado, 8 de junho de 2013

Marinhais, Salvaterra de Magos: Agente de elite da PSP abusa sexualmente das filhas



«Enquanto alguns viam o homem como um herói, fruto das missões internacionais que cumpriu em representação de Portugal e com a farda da Unidade Especial de Polícia da PSP, as três filhas viviam num clima de terror. Duas delas, hoje com 20 e 16 anos - a outra tem 11 -, foram abusadas sexualmente pelo pai. Este foi agora detido pela PJ e solto por um juiz. No entanto, não pode contactar com as filhas e a mulher, e teve de entregar a arma de serviço.

Era dentro de casa, no distrito de Santarém, que este polícia de elite, de 49 anos, infernizava a vida da família. Até à passada quarta-feira, altura em que a mulher e as três filhas ganharam coragem e fugiram de casa. De imediato, dirigiram-se ao posto da GNR de Marinhais e denunciaram todos os crimes de que foram alvo - além dos abusos sexuais, a família era constantemente espancada.

Os factos foram então comunicados à secção de Investigação de Crimes Sexuais da Polícia Judiciária, que o apresentou a um juiz. Está em liberdade.

Os abusos sexuais às duas filhas mais velhas terão decorrido ao longo de dois anos. No entanto, a violência física do polícia - também acusado de violência doméstica - estendia-se a toda a família, que vivia num cenário de medo.

Os níveis de violência eram tais que a Polícia Judiciária, através de um comunicado, diz que os crimes eram cometidos "num quadro de elevado nível de violência e intimidação" por um homem que "apresenta comportamentos quotidianos extremamente agressivos, marcados pelo espancamento frequente, no meio doméstico", da companheira e das três filhas.

O homem está ainda obrigado, como medida de coação, a apresentar-se quatro vezes por semana numa esquadra.»


in CM online, 08-6-2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

Tribunal da Relação do Porto: Afonso Dias condenado a três anos e seis meses de prisão efetiva pelo rapto de Rui Pedro


«O Tribunal da Relação do Porto condenou, esta segunda-feira, Afonso Dias a três anos e seis meses de prisão efetiva pelo rapto de Rui Pedro, o jovem desaparecido há 15 anos.


- Afonso Dias -


O advogado do arguido, Afonso Dias, anunciou, por seu turno, que vai recorrer desta sentença para o Supremo Tribunal de Justiça.

A decisão da Relação do Porto relaciona-se com o recurso da decisão tomada há pouco mais de um ano - em 22 de fevereiro de 2012 - pelo tribunal de Lousada de absolver o arguido Afonso Dias, que a família de Rui Pedro acusa de ter raptado o então menor de 11 anos.

O tribunal de Lousada absolveu o arguido por falta de provas.




 - Rui Pedro -



A família de Rui Pedro e o MP não se conformaram com essa decisão e recorreram para o Tribunal da Relação do Porto que, no passado dia 6, ouviu as alegações finais das três partes: advogado Ricardo Sá Fernandes, que representa os pais de Rui Pedro, o magistrado Amaro Neves, pelo MP, e o advogado Paulo Gomes, em nome do arguido.




Texto in JN online, 04-3-2013
Imagens in Google