quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Casa Pia: Carlos Silvino (Bibi) preso

 
«Carlos Silvino, arguido no processo Casa Pia, foi esta manhã preso para cumprir a pena de 15 anos de prisão a que foi condenado pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
 
 
 
 
Silvino está neste momento no estabelecimento prisional da Polícia Judiciária, aguardando decisão sobre qual a cadeia para onde será transferido.
 
A prisão de Silvino – que também ficou conhecido pela alcunha ‘Bibi’ – foi executada depois de a sua defesa ter esgotado todas as possibilidades de recurso nos tribunais superiores. O último acórdão foi do Tribunal Constitucional, que em Dezembro chumbou o seu último recurso.
 
Os restantes arguidos do processo – Carlos Cruz, Ferreira Diniz, Jorge Ritto, Manuel Abrantes e Hugo Marçal – , igualmente condenados pela Relação, estão a aguardar o desfecho dos respectivos recursos no Tribunal Constitucional.»
 
 
in SOL online, 16-01-2013

Aveiro: José Guedes, alegado 'Estripador de Lisboa', absolvido por falta de provas

 
 
«O Tribunal de Júri de Aveiro acaba de anunciar a decisão de absolver José Guedes, do crime de homicídio de uma prostituta em Cacia, em 2000.
 
 
 
 
 
 
Os juízes e os jurados decidiram pela absolvição, por «falta de provas suficientes para condenar o arguido», segundo explicou o juiz-presidente do Tribunal.
 
A decisão foi unânime entre os sete julgadores – três juízes e quatro jurados. No acórdão, conclui-se que não se provou ter sido José Guedes o autor do homicídio de Cacia, mas também não se provou de forma concludente que não foi ele.
 
José Pedro Mendes Guedes, de 47 anos de idade, casado, respondia pela acusação de assassínio de uma prostituta na Póvoa de Paço, em Cacia, que foi encontrada morta faz hoje precisamente 13 anos. Segundo refere o acórdão, nas descrições do homicídio que José Guedes fez a Felícia Cabrita, jornalista do SOL, serão mais as contradições com os factos verdadeiros, do que as coincidências com a realidade.
 
Entre as alegadas contradições está o facto de José Guedes ter dito que a vítima tinha cerca de 30 anos, chamava-se Vanessa e residia em Cortegaça (Ovar). Segundo se assinala ainda no acórdão, na realidade a jovem tinha 18 anos, chamava-se Filipa (não usava o pseudónimo de Vanessa para a prostituição) e morava em Cacia (Aveiro). Além disso, constata-se que o arguido começou por dizer que o homicídio foi no Verão, só que na realidade o assassínio foi cometido em Janeiro de 2000. José Guedes admitiu depois a Felícia Cabrita que tivesse sido em Janeiro, e não no Verão, que teria assassinado Filipa de Melo Ferreira, por estrangulamento.
 
José Guedes foi também absolvido da acusação do crime de incêndio, por não se provar ter sido ele quem incendiou a casa do vizinho, em 5 de Julho de 2006. Segundo o acórdão, não ficou provado em julgamento que esse incêndio, ocorrido no Bairro da Biquinha, em Matosinhos, tivesse origem criminosa.
 
Libertação e recurso
 
José Guedes vai sair dentro de momentos em liberdade, do Palácio da Justiça de Aveiro. Estava preso preventivamente desde 24 de Novembro de 2011. Na sala de audiências, a assistir à leitura do acórdão, estão a mulher, Nazaré Guedes, e o filho mais novo, Pedro Joel Guedes. Foi este que disse à jornalista Felícia Cabrita ser filho do ‘estripador de Lisboa’, o que foi confirmado mais tarde pelo próprio José Pedro Guedes em três entrevistas gravadas pela jornalista do SOL, em Matosinhos, testemunhadas pela repórter de imagem Maria Lopes. Ambas testemunharam as confissões, no julgamento, em Aveiro.
 
Nas alegações finais, a procuradora da República, Marianela Miranda Figueiredo, tinha solicitado a condenação de José Guedes, mas sem quantificar qual a pena que pretendia, tendo considerado que se fez «prova indirecta» de ter sido o arguido o autor de crime de homicídio qualificado (cuja moldura penal oscila entre 12 e 25 anos de prisão). E pediu «ousadia sentencial» aos juízes e jurados, no sentido de condenarem José Pedro Guedes.
 
O Ministério Público vai recorrer para o Tribunal da Relação de Coimbra desta absolvição.
 
Não será o estripador de Lisboa
 
Os três assassínios de prostitutas em Lisboa, ocorridos na década de 90 encontram-se já todos prescritos, pelo que José Guedes não foi julgado por esses crimes, que assumiu perante as jornalistas, mas depois negou às autoridades. Durante o julgamento, o arguido remeteu-se sempre ao silêncio.
 
Na avaliação que fez, o Tribunal de Júri considerou ainda que não poderia ter sido José Guedes o ‘Estripador de Lisboa’, dado que os pormenores dos três crimes não coincidem com aqueles que o arguido contou à jornalista Felícia Cabrita.
 
Segundo os juízes e os jurados, não coincidem no essencial os pormenores revelados por José Guedes à jornalista, quanto aos assassínios de Maria Valentina Lopes, Maria Fernanda Matos e Maria João Santos (cometidos entre 31 de Julho de 1992 e 15 de Março de 1993, o primeiro e último na Póvoa de Santo Adrião, Odivelas, e o segundo na zona de Entrecampos, em Lisboa).»


 
in SOL online, 16-01-2013

sábado, 12 de janeiro de 2013

Canhestros, Ferreira do Alentejo: Irmãos mataram por engano homem que estava com a mulher e filho



«Os dois suspeitos do homicídio de um homem de 27 anos, na quinta-feira à noite, em Canhestros, Ferreira do Alentejo, são irmãos e já foram detidos pela Polícia Judiciária.

O homem terá sido assassinado por engano, uma vez que os suspeitos, de 19 e 28 anos, terão presumido que a vítima teria sido a autora de um roubo numa herdade da zona, de que era encarregado o suspeito mais velho.
 
No entanto, a vítima não teria nada a ver com o roubo de diverso material da herdade, como motosserras, torneiras e cabos, relataram as fontes.
 
Alegadamente para vingar o roubo, segundo as fontes, o encarregado da herdade, com o auxílio do irmão, de 19 anos, terão cometido o homicídio, após uma emboscada.
 
Fontes policiais adiantaram à Lusa que têm ocorrido diversos furtos de metais não preciosos em herdades na zona de Ferreira do Alentejo, designadamente cobre.
 
O homicídio ocorreu quando a vítima estava no próprio automóvel, com a mulher e um filho, de dois anos, de regresso a casa, em Canhestros, quando, cerca das 23:15 de quinta-feira foi baleado, a partir de um outro veículo, onde estariam alegadamente os dois irmãos, explicaram as mesmas fontes.
 
Os tiros de caçadeira terão sido disparados "diretamente contra a vítima" do interior do outro veículo, de cor cinzenta, do qual a GNR recolheu algumas informações e que terão contribuído para as investigações.
 
A vítima, natural de Aldeia de Ruins, também no concelho de Ferreira do Alentejo, foi assistida no local por uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação e foi transportada, a receber manobras de reanimação, para o Hospital de Beja, onde já chegou cadáver às 00:52 de sexta-feira, segundo disse à Lusa fonte hospitalar.
 
A mulher e a filha não sofreram quaisquer ferimentos.»



in JN online, 12-01-2013

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Homicida Keli Oliveira em preventiva no hospital-prisão de Caxias

 
 
«Keli Oliveira, 32 anos, está a cumprir a medida de coacção de prisão preventiva no hospital prisional de Caxias, concelho de Oeiras. A mulher que matou os dois filhos, há uma semana, na aldeia de Preces, Cadafais, Alenquer, encontra-se na ala psiquiátrica, isolada das restantes reclusas, para evitar represálias.
 
 
 
- Keli Oliveira à saída do tribunal -




Na passada segunda-feira, quando foi presente ao tribunal de turno de Vila Franca de Xira, a homicida manteve-se em silêncio nos dez minutos em que foi interrogada. Saiu serena, sem proferir uma única palavra, e ao lado de dois inspectores da Polícia Judiciária, sem estar algemada. Foi insultada pelos poucos populares que lá se encontravam, em véspera de Natal, mas não teve qualquer reacção.
 
 
Recorde-se que o seu paradeiro foi desconhecido durante quatro dias. Keli trancou os filhos num quarto e ateou fogo a um sofá. Depois fugiu.»



in CM online, 27-12-2012

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Kely Alessandra Santos, a brasileira que matou os filhos em Alenquer, ficou em prisão preventiva


«A alegada autora do homicídio de duas crianças ficou hoje em prisão preventiva a aguardar julgamento, depois de ser ouvida pelo juíz de instrução do Tribunal de Vila Franca de Xira, disse fonte judicial.


- Kely Alessandra Santos -



A mesma fonte disse que a mulher, mãe das vítimas, saiu antes das 13 horas do Tribunal de Vila Franca de Xira, que esteve esta segunda-feira a funcionar como tribunal de turno naquele círculo e onde esteve a ser ouvida toda a manhã.

A mãe das crianças, de 32 anos, foi detida no domingo à tarde por uma patrulha da GNR de Alenquer em Castanheira de Pera e entregue à Polícia Judiciária.

A mulher, que segundo os vizinhos estava com uma depressão e não saía de casa nem para levar as crianças ao médico nem ao infantário, tarefa que era assegurada pelo pai, terá aproveitado o facto de o marido ir trabalhar à noite para ficar sozinha com os menores.

Na quarta-feira, quando ocorreu o crime em Preces, no concelho de Alenquer, a alegada homicida terá também deixado um bilhete escrito por dentro da porta de entrada da habitação e ter-se-á colocado em fuga, tendo sido vista por moradores a sair a pé, de noite, pela estrada principal da aldeia, com uma mala de viagem.

A mulher telefonou para a sogra a dizer que tinha matado os filhos, de um e três anos, relataram os vizinhos e confirmou a GNR.

A familiar alertou de imediato os militares da GNR, que se deslocaram à habitação onde o casal residia e que, ao aperceberem-se da existência de fumo que saía pelo telhado da casa, alertaram os bombeiros.

As crianças foram resgatadas ainda com vida, mas acabaram por não resistir.

Os dois meninos terão sido fechados à chave pela mãe num quarto da casa, onde o fogo ficou confinado, depois de ter começado num monte de roupa e alastrado às camas.

Gertrudes Santos, proprietária da casa onde o casal vivia com os dois filhos, explicou à agência Lusa que a família vivia com "muitas dificuldades económicas", motivo pelo qual há um ano tinha emprestado a habitação para morarem por não conseguirem pagar a renda numa outra casa que chegaram a habitar.

Os progenitores tinham-se juntado há cerca de três anos, mas, segundo os vizinhos, tinham problemas conjugais e já tinha havido ameaças de separação.»




in JN online, 24-12-2012

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domingo, 23 de dezembro de 2012

Kely Alessandra Santos suspeita de matar os filhos em Alenquer foi detida quando "andava às compras"

 
«A alegada autora do homicídio de duas crianças, Kely Alessandra Santos, foi detida por uma patrulha da GNR cerca das 14 horas, "enquanto andava às compras", revelou uma fonte ligada à investigação.
 
 
 
 
Dois inspetores da Polícia Judiciária foram "buscar" a mãe das duas crianças ao posto da GNR de Castanheira de Pera cerca das 15 horas e levaram-na, detida, disse a mesma fonte.

"Uma patrulha da GNR reconheceu-a" nas ruas de Castanheira do Ribatejo "enquanto fazia compras no comércio local". A patrulha "começou a segui-la para confirmar a identidade". Depois de o fazerem, a suspeita foi detida e transportada para o posto da GNR, acrescenta.

Os militares comunicaram superiormente a detenção e a PJ ativou de seguida um piquete de inspetores para a recolher em Castanheira do Ribatejo, explica a mesma fonte à Lusa.

A mulher de nacionalidade brasileira que estava a ser procurada pelas autoridades por suspeita da morte dos filhos menores em Alenquer, telefonou para a sogra a dizer que os tinha matado, relataram os vizinhos e confirmou a GNR.

A alegada homicida terá também deixado um bilhete escrito por dentro da porta de entrada da habitação e ter-se-á colocado em fuga, tendo sido vista por moradores a sair a pé, de noite, pela estrada principal da aldeia, com uma mala de viagem.

A mãe que, segundo os vizinhos, estava com uma depressão e não saía de casa nem para levar as crianças ao médico nem ao infantário, tarefa que era assegurada pelo pai, terá aproveitado o facto de o marido ir trabalhar à noite para ficar sozinha com os menores.»




Texto in JN online, 23-12-2012
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