terça-feira, 23 de junho de 2009

Lousada: Quatro homens assaltam posto de combustível

«Quatro indivíduos assaltaram, às 04:10, a loja de conveniência de um posto de combustível em Lousada, levando um televisor, tabaco, bebidas e dinheiro.»

Lusa, 23-6-2009

Gaia: Mãe que matou bebé não explica crime

«A mulher que estrangulou o filho recém-nascido e o congelou, no ano passado, em Gaia, disse, esta segunda-feira, em tribunal, não perceber o que a levou a cometer o acto. O seu depoimento foi marcado por uma contradição.

Ontem, durante a segunda sessão do julgamento de Adelaide S, de 36 anos, a arguida declarou em tribunal que havia pensado em abortar, só que, por descuido, havia deixado passar o tempo legal para o fazer. Adelaide revelou, ainda, que durante toda a gravidez foi sua intenção entregar a criança para a adopção, caso a sua vida financeira e os problemas conjugais não melhorassem. Negou, assim, que alguma vez tenha afirmado ser sua intenção matar a criança à nascença.

Durante o depoimento, a arguida caiu em contradição ao explicar o que a levou, no dia do parto, a pedir a uma colega de trabalho, cerca do meio-dia, para a levar a casa. Num primeiro momento, disse que foi para casa porque sentia-se muito cansada, mas que não contava entrar em trabalho de parto. Contudo, já nos momentos finais do seu depoimento, afirmou que foi a casa acabar de preparar a mala que havia de levar para a maternidade e telefonar ao marido para a transportar.
Sobre a forma como a criança morreu, Adelaide S. afirmou que, ao sentir que estava a entrar em trabalho de parto, deslocou-se à casa de banho e puxou a criança pelo pescoço. Alegou que manteve-se, assim, a segurá-la com uma das mãos por tempo indeterminado e confirmou que lhe tapou a boca e o nariz. Depois, disse que o pousou no chão sobre uma toalha e que o colocou num saco plástico e no congelador . "Fiz tudo de uma forma mecânica, que não sei explicar, só queria arrumar tudo", explicou.

Durante a sessão, prestou igualmente depoimento a psiquiatra que a atendeu duas vezes no Centro Hospitalar de Gaia. Aquela médica revelou que Adelaide S., embora sofresse de uma depressão, esteve sempre consciente dos seus actos.

Nas alegações finais, o procurador do Ministério Público considerou que à arguida deve ser imputado o crime de homicídio qualificado, já que, no seu entender, tudo havia sido planeado durante a gravidez. Por seu turno, a defesa entende que à arguida deve ser imputado o crime de infanticídio, com pena suspensa, por ter agido sob a influência perturbadora do parto. A leitura do acórdão no Tribunal de Gaia está marcada para o dia 8 de Julho, pelas 14 horas. »

in JN online, 23-6-2009

Loures: Juiz solta violador de gémeas menores

«O predador sexual era visita de casa das duas irmãs gémeas, de 13 anos. Casado com uma prima das meninas, jantava diariamente com elas, em Loures. E sem que a sua mulher ou os pais das vítimas se apercebessem – até porque só as atacava à porta da escola, passeando-as de carro. O camionista abusou das crianças ao longo de vários meses, levando-as a apaixonarem-se por ele, até que a secção de combate a crimes sexuais da PJ de Lisboa o prendeu na última sexta-feira. Presente ao juiz, foi libertado.

O pai das raparigas começou por estranhar tantas visitas para jantar daquele primo emprestado – até porque a família tem fracos recursos económicos. Assim, as refeições lá em casa acabaram. Mas nem deste modo a perseguição do pedófilo, 26 anos, abrandou. Começou a trocar mensagens por telemóvel com as irmãs gémeas e marcou vários encontros com elas. Esperava-as à porta da escola e levava-as de carro para sítios isolados, onde abusava delas.

Normalmente abordava as vítimas em separado, mas chegaram a estar juntas com o predador. Aproveitava-se do facto de ambas se terem apaixonado por ele. Trocava carícias e beijos com uma das meninas, mas, com a outra, que chegava a faltar às aulas para estar com ele, mantinha relações sexuais.

A mulher do agressor e a família das menores nunca se terão apercebido de nada. Entretanto, há algumas semanas as duas crianças foram retiradas aos pais pela Comissão de Protecção de Menores, por não terem condições para as criar. As irmãs foram internadas num colégio e, ao se aperceberem de que algo não estava bem com as crianças, os psicólogos insistiram com elas, chamando a PJ.

A secção de combate a crimes sexuais da PJ de Lisboa conseguiu que as crianças denunciassem o abusador e este foi detido na última sexta-feira. Confessou parcialmente, mas, interrogado pelo juiz, em Loures, este mandou-o em liberdade.

PRISÃO ATÉ OITO ANOS
O detido é suspeito do crime de abuso sexual de crianças, punido com pena de um a oito anos de prisão efectiva.

MENORES NO COLÉGIO
As irmãs continuam internadas num colégio, mas visitam os pais ao fim-de-semana.»

in CM online, 23-6-2009

EUA: Português Jorge Teixeira julgado por sexo oral


«Jorge Teixeira esteve ontem no Tribunal Federal de Los Angeles, onde a defesa e acusação acordaram o início do julgamento com o juiz George H. King. O português, recorde-se, foi detido a bordo do navio de cruzeiro ‘Coral Princess’, onde trabalhava, acusado de ter forçado uma passageira a fazer sexo oral. Vai ter de enfrentar tribunal de júri e arrisca prisão perpétua. À hora de fecho desta edição não era conhecida a data do julgamento, mas o português vai continuar em prisão preventiva.

Jorge, que trabalhava em navios de cruzeiro há 18 anos, terá forçado uma passageira a sexo oral durante uma viagem entre a Flórida e Los Angeles. Segundo a acusação, a que CM teve acesso, cometeu o crime depois de ter convidado a vítima para jantar a sós num restaurante do navio, pelo qual era responsável.

O português diz-se inocente, admitindo só ter tocado na perna da mulher, o que lhe terá provocado uma ejaculação espontânea. A tese é recusada pelo FBI (sigla da polícia federal americana) que diz existirem provas físicas e testemunhais que indiciam a violação. Arrisca ficar na cadeia para sempre.

A juíza que o ouviu em primeira instância considerou haver perigo de fuga e decidiu pela prisão preventiva. O advogado de Jorge clama pela sua inocência e lembra que é um "homem de família, com dois filhos em Portugal". »

in CM online, 23-6-2009

Polícia Judiciária: Inspector Pedro Santos suicida-se

«Um inspector da Polícia Judiciária matou-se ontem à tarde em casa com um tiro na cabeça. Pedro Santos, inspector-chefe da Directoria de Lisboa, tinha 35 anos e, ao que o CM apurou junto de colegas, as causas do suicídio estarão relacionadas com problemas de saúde. »

in CM online, 23-6-2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Direcção Regional de Educação do Norte suspende professor acusado de abusos sexuais

«Famalicão, 22 Jun (Lusa) - A Direcção Regional de Educação do Norte suspendeu, esta tarde, "de todas as funções", o professor acusado de abuso sexual de menor dependente e da posse de pornografia infantil, disse à Lusa fonte da protecção de menores.

A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) suspendeu "de todas as funções lectivas e não lectivas" o professor suspeito de ter abusado sexualmente de um menor que estava sob a sua tutela, referiu.

O docente leccionava na Escola Básica 2, 3 Júlio Brandão, em Vila Nova de Famalicão, e estava destacado como representante do Ministério da Educação da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Famalicão.

"A suspensão chegou esta tarde e tem efeitos imediatos, por um período de 90 dias", referiu fonte da escola.

A mesma ordem chegou, pouco depois, a Cármen Araújo, presidente da comissão local da CPCJ.
O professor foi detido pela Policia Judiciária após a denúncia feita por um rapaz de 16 anos, que estaria a ser vítima de abusos sexuais.

Luís B. está indiciado pela prática dos crimes de abuso sexual de menor dependente e da posse de pornografia infantil e está obrigado a apresentar-se periodicamente às autoridades.

A suspensão indicada pela DREN apenas se fará sentir na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens.

Na escola onde leccionava e dava aulas de apoio a alunos com dificuldades de aprendizagem, o final do ano lectivo fez com que o docente deixasse de ter contacto com crianças e jovens.

Na CPCJ, o professor pertencia ao conselho restrito, composto por sete elementos, que gere os processos de promoção tutelar de menores, tendo responsabilidades acrescidas no combate ao abandono escolar.

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Famalicão está a analisar 350 processos.
O professor, agora suspenso, era um dos sete elementos da comissão que tinha acesso a todas as informações constantes nos processos.

"Ele sabia tudo, lia tudo e conhecia todas as decisões sem qualquer tipo de restrição", finalizou um membro da CPCJ.»

in Expresso online, 22-6-2009

Polícia Judiciária: Detido por violação de duas gémeas de 13 anos

«A Polícia Judiciária anunciou esta segunda-feira a detenção, nos arredores de Lisboa, de um homem de 26 anos indiciado por abuso sexual de duas gémeas de 13 anos.

Fonte da PJ disse à Lusa que o suspeito, detido na sexta-feira à noite, "era já conhecido das duas raparigas, o que lhe facilitou a aproximação".

Sem acrescentar mais pormenores sobre este caso de violação, a fonte disse que o detido foi ouvido em primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito à medida de coacção de apresentações periódicas às autoridades e proibição de contactos com as vítimas.»

in JN online, 22-6-2009